Review: Dirty Computer (álbum e filme)

Janelle Monáe cria a obra de arte do ano com um álbum visual espetacular - e que desafia descrições.

30 de jul. de 2010

Pequeno Monstro, por Caio Coletti

Um monstro. Pequeno, simplório, quase insignificante seria, se de fato não o fosse. Um, só um, mas não apenas mais um. Um que remava contra a corrente e não tinha medo de ver suas visões indo na direção contrária a das marés. Se os princípios que escolhera para si estivessem puxando-o para o fundo, como uma âncora, ele iria com eles? Morrer (de forma literal ou figurada, ao gosto e a graça do leitor) como alguém que viveu de forma diferente ou...

28 de jul. de 2010

Equilibrista, por Caio Coletti

Vazio. Assim ele sentia o pensamento, a caneta parada no papel, os olhos fixos em um ponto do nada, vendo mas não enxergando, sentido mas não se importando. Tudo o que ele queria era entrar em catarse, mas não era capaz. Prisioneiro do tempo que tiquetaqueava sem parar, e refém da própria seletividade com a qual seus olhos críticos encaravam o mundo, ele sentia o cano quase vivo da arma da estagnação pressionando sua vida, e se perguntava quantas...

26 de jul. de 2010

Cheio, por Caio Coletti

A luz batia contra os seus olhos, tornando quase claras as íris escurecidas pela preocupação com o que tinha a sua frente. A cidade se movia sem piedade, passando por ele como se fosse qualquer outro transeunte em direção a um destino que, na verdade, estava longe de almejar. Mas ele era diferente. Sabia onde queria chegar e andava com a confiança de quem tinha princípios e não largaria deles nem que isso custasse um preço doloroso. Não media...

19 de jul. de 2010

Música pop, arte e simbolismo

Somos como esponjas, e não só materialmente. Se o nosso corpo é o que comemos, nossa mente é o que ouvimos, o que vemos e o que tiramos de tudo isso. Absorvemos o que nossos sentidos captam com a avidez de quem precisa, constantemente, afirmar a própria identidade. E, não estou exagerando aqui, nossa identidade é arte. Na forma como a construímos, nos moldes em que a colocamos, na necessidade de fazê-la única ou, justamente o contrário, na de...

13 de jul. de 2010

Testemunhas de Uma Guerra (Triage, 2009)

Não era de se esperar que Testemunhas de Uma Guerra fosse um filme fácil de assistir. Pelo título, pela própria imagem do poster, pelo nome de Colin Farrell (agora consolidado como “ator sério” e apreciado pela crítica do mundo inteiro) no topo do cartaz, pela expectativa do primeiro filme de projeção internacional do bósnio Danis Tanovic depois do Oscar de Filme Estrangeiro pelo épico de guerra Terra de Ninguém, e pelo próprio tema. Não dá para...

12 de jul. de 2010

JOGO RÁPIDO: “O Amor Pede Passagem” + “A Chamada”

O Amor Pede Passagem (Management, EUA, 2008) Um produção da Image Entertainment/Sidney Kimmel Entertainment… Dirigido e escrito por Stephen Belber… Estrelando Jennifer Anniston, Steve Zahn, Margo Martindale, Fred Ward, James Hiroyuki Liao, Woody Harrelson… 94 minutos O Amor Pede Passagem é daqueles filmes que começa banal, porém engraçado, e termina com o mesmo adjetivo, num momento ligeiramente mais sentimental. Vendido como uma...

7 de jul. de 2010

Galeria – Os mais influentes da Time

Líderes: Luís Inácio Lula da Silva A foto: 63ª Assembleia da ONU, Setembro de 2008, em Nova York, o presidente brasileiro em seu discurso, no qual, segundo o Globo Online, Lula defendeu a capacidade dos países sul-americanos de resolver seus problemas sem a interferência das nações desenvolvidas europeias. A história: A história de Lula não é novidade para ninguém no Brasil, mas não custa nada lembrar para os críticos que, ao menos simbolicamente,...

5 de jul. de 2010

Sobre… – Olhares, superlativos e literatura

Muito do que eu escrevi nos últimos meses veio parar aqui no blog. Não digo tudo, porque nada é verdadeiramente completo, e porque confesso ter guardado anlguns escritos para mim mesmo. E que me perdoem o estilo meio anacrônico da escrita, mas é o efeito que fica depois de passar os olhos por Dom Casmurro, de Machado de Assis. Aliás, passar os olhos não, ler. Há um abismo entre as duas coisas, se me permitem dizer. Talvez ambas sejam tão distantes...