Review: Dirty Computer (álbum e filme)

Janelle Monáe cria a obra de arte do ano com um álbum visual espetacular - e que desafia descrições.

Os 15 melhores álbuns de 2017

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Review: Me Chame Pelo Seu Nome

Luca Guadagnino cria o filme mais sensual (e importante) do ano.

Review: Lady Bird: A Hora de Voar

Mais uma obra-prima da roteirista mais talentosa da nossa década.

Review: Liga da Justiça

É verdade: o novo filme da DC seria melhor se não tivesse uma Warner (e um Joss Whedon) no caminho.

7 de fev. de 2014

Descobrindo livros: “Respiração Artificial”, de Ricardo Piglia

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por Amanda Prates

Livro: Respiração Artificial
Autor: Ricardo Piglia
Editora: Iluminuras

Eu poderia começar este review – ou talvez fundamentar quase todo ele – com breves observações ou alertas para os cuidados que se deve ter antes de se lançar à leitura de “Respiração Artificial”, mas eu poderia correr o risco de preterir o caráter de clássico argentino que o livro adquiriu sem nem perceber a infâmia que estaria cometendo. Ou eu poderia ainda apenas narrar as minhas peripécias enquanto leitora do livro que é pauta deste texto. Mas eu não os farei; ressalvas quanto à genialidade do autor não são poucas e se fazem mais úteis aqui.

Dá uma história? Se dá, começa há três anos. Em abril de 1976, quando é publicado meu primeiro livro, ele me manda uma carta”. É assim que começa “Repiração Artificial”, a obra, talvez, mais incomum que já me deparei nesses poucos anos enquanto leitora – e se você não está acostumado com a literatura argentina, vai pensar o mesmo. Piglia arquiteta o que chamaram de “nova ficção”, quando Borges quebrou a forma até então única de se fazer ficção, ao narrar a interrogação sobre o passado de um homem, reconstruir a agressiva biografia de um possível traidor e descrever um misterioso encontro entre Franz Kafka e Adolf Hitler num romance ficcional epistolar que se põe fora do lugar comum.

É um livro cheio de digressões, de grandes parênteses. Não possui um narrador único e cada personagem é independente dentro da história, e é este um dos maiores triunfos do autor, a bela construção de polifonia. É preciso estar atento aos detalhes; os personagens tomam a palavra sem aviso prévio, interrompem quem antes a detinha; as passagens de ambientes nem sempre são explícitas, e as chances de o leitor se confundir são um milhão em um milhão. Não é um livro fácil, mas talvez não tenha a intenção de o ser, já que parece ser mais um amontoado de pensamentos soltos, de alguém que não tinha uma base sólida e por isso se apegou a qualquer caminho.

“Respiração Artificial”, à primeira vista, pode parecer um romance que pelo menos te ofereça uma história linear para contar, mas não o faz. O que há é um emaranhado de histórias e estórias, completado com discussões sobre filosofia, vida, juventude, política, literatura, a ditadura e suas consequências. Dois homens discutem os rumos que a literatura argentina tomou no século XX, comparam Roberto Arlt a Jorge Luis Borges – e o quão profano isso pode ser! –, refletem sobre qual a forma mais apropriada de se referir a um ex-senador. E tudo soa como poesia.

E se toda essa confusão não for o bastante, o autor, no final, joga em suas mãos a panela quente da descoberta da relação entre Kafka e Hitler. O livro se propõe a responder à pergunta sobre o passado, mas o mínimo que ele faz é despejar densas doses de mais interrogações em sua cabeça. O romance se move por formas diferentes para no final se transformar numa grande metáfora desses tempos em que os homens demonstram precisar de um ar artificial para sobreviver. A leitura é densa, mas acredite: não custa muito para entender por que “Respiração Artificial” fora escolhido por cinquenta grandes escritores argentinos como um dos melhores romances da história da literatura daquele país.

✮✮✮✮ (4/5)

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Você precisa conhecer: Daughter + BOY

Daughter - Press Images - March 2012 - London

por Amanda Prates

Se você gosta de Birdy, provavelmente vai se surpreender ao ouvir o trio britânico recém-formado Daughter. E se eu citei Birdy, sim (!), porque é ela a primeira referência direta que você pode fazer (ou não!) quando Elena Tonra emite o primeiro verso da faixa de abertura do debut album.

A banda formada em 2010 em Londres lançou 03 EPs até debutar em 2013 com o If You Leave. A impressão que o trio passa, já na primeira faixa, é que o disco não foi feito para os charts, e jamais terá a intenção de o ser. O álbum é um catálogo de imagens da vida e da morte concentrado em canções com títulos de uma única palavra. Pensando nessa ideia de efemeridade, um caminho parece ser estabelecido: na gritante “Winter”, Tonra e seu amor afastam-se “como duas folhas de papel”, para que em “Shallows” ela promulgue o desejo de uma morte fantasmagórica.

“Smother”, o primeiro single, abriu as portas para o reconhecimento definitivo da banda em terras britânicas, debutando, inconsequentemente, em #4 em um chart indie do Reino Unido. O disco foi positivamente recebido pela crítica especializada, que descreveu o som do trio como “totalmente hipnótico” e “mais envolvente do que muitas ofertas do mesmo nível”.

Apesar do público essencialmente britânico, o trio teve canções em trilhas de séries americanas, como Teen Wolf (num episódio da terceira temporada). Um remix de “Home” também esteve presente no soundtrack do drama How I Live Now, estrelado pela nova queridinha do cinema, Saoirse Ronan.

O trio se constitui como o corpo de seu próprio trabalho: enquanto as guitarras de Igor Haefeli são o sangue que corre através das canções, a bateria de Remi Aguilella é o coração, sobre o qual Elena Tonra descobre sua verdadeira alma.

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boy

Não muito distante do Daughter em termos de sonoridade, o duo BOY é uma deliciosa surpresa folk pop. Formada em 2007 pela sueca Valeska Steiner e pela alemã Sonja Glass depois de se conhecerem num curso de pop music em 2005, a dupla lançou no final de 2011 o álbum de estreia intitulado Mutual Friends, após assinarem contrato com a Grönland Records. Desde então, esse é o único trabalho de estúdio lançado pelas moças, que ainda preferem investir nos singles do primeiro disco.

O primeiro single, “Little Numbers”, não é a faixa mais forte do disco, mas deu conta do recado: atingiu um #4 num chart no Japão. O último lançado até então, “This is the Beginning” é a responsável por apresentar para o ouvinte a essência dançante do disco.

Mutual Friends é um álbum com canções pensadas e trabalhadas com moderação, equilíbrio e cuidado para ser um registro essencialmente alegre (salvo algumas pouquíssimas exceções, como “Boris”, que adquire uma atmosfera mais sombria), e os vocais de Steiner dão todo o charme e personalidade dos quais o disco precisa.

O duo, que inicialmente tocava somente em concertos exclusivos, pode não ter feito o mais revolucionários dos trabalhos na indústria musical, mas é o empreendimento de estreia que gruda fácil na cabeça de quem o ouvir. O som das moças é do tipo que só fica melhor e melhor a cada escuta.

6 de fev. de 2014

Review: Person of Interest, 03x14 – Provenance

"Provenance" -- Reese (Jim Caviezel, right) rejoins Finch (Michael Emerson, left) in New York, but when the team receives the number of a highly skilled antiquities thief, a surprising turn of events finds them planning a heist which could land them all in jail, on PERSON OF INTEREST, Tuesday, Feb. 4 (10:01 – 11:00 PM ET/PT) on the CBS Television Network.  Photo: Giovanni Rufino/WBEI © 2013 WBEI. All rights reserved.

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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

por Caio Coletti

“Provenance” é o primeiro episódio puramente número-da-semana que Person produz desde “The Perfect Mark”, seis capítulos e três meses atrás. É um testamento ao quanto essas histórias mais integradas com a grande trama da série fizeram bem a sua constituição que, agora “de volta aos negócios”, Person seja uma narrativa muito mais instigante, com personagens muito melhor definidos e a mesmíssima capacidade de surpreender a cada novo ângulo que joga sob sua premissa. Ajuda, é claro, que o time de roteiristas da série consiga emprestar carisma e uma história realmente interessante ao número da vez, embrulhando um episódio bastante divertido em um verniz de boas escolhas narrativas.

O episódio é assinado por Sean Hennen, na sexta colaboração com a série, e foca em Kelli Lin (Elaine Tan, conhecida na Inglaterra pela novela EastEnders), uma ladra de arte que usa como disfarce um negócio de planejamento de eventos. O roteiro tem a delicadeza de não abrir todo o jogo nos primeiros 10 minutos, deixando o espectador acreditar que Kelli age sozinha até descobrir que todos os seus crimes são ordenados por uma gangue que tem sua filha pequena sob custódia. A boa atuação de Tan ajuda a vender a história, mesmo que o episódio dessa semana seja uma imensa salada de etnias e não tenha medo de ser pulp (uma gangue tcheca! uma ladra chinesa! um agente da Interpol francês!). Durante o episódio, a história de Kelli ganha pathos, e desemboca em uma resolução muito satisfatória emocionalmente.

Claro, isso tudo é uma bem engendrada distração para a verdadeira razão de existir do episódio, que consiste basicamente em fazer a equipe de Finch, Reese, Shaw e Fusco se unir novamente. Ao descobrirem as motivações de Kelli, nossos protagonistas precisam completar o último trabalho que ela havia prometido à tal gangue tcheca, que inclui roubar a Bíblia de Guttenberg das instalações de uma empresa de segurança. É claro que Person lida com esse ângulo tecnológico com maestria, mas o diretor Jeffrey Hunt (também no seu 6º crédito em Person) não deixa escapar a brincadeira de gênero que o episódio faz com esses personagens. O planejamento e a execução do roubo são levados por trabalho de câmera ágil, tiradas espertas do roteiro e uma trilha sonora dinâmica, no melhor estilo dos filmes do gênero.

Bem-humorado, cheio de senso de história e brilhantemente executado, “Provenance” é um dos melhores e mais divertidos episódios número-da-semana de Person em tempos. Resgata informações e relações entre esses personagens que são saborosas de assistir (destaque para a discreta rivalidade entre Reese e Shaw, sempre um deleite para Sarah Shahi e Jim Caviezel), e não se esquece de tudo o que aconteceu a eles nos últimos episódios. Mantendo-se assim, a terceira temporada de Person pode muito bem ser a melhor peça de televisão do ano.

✮✮✮✮✮ (4,5/5)

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Próximo Person of Interest: 03x15 – Last Call (18/02)

5 de fev. de 2014

Review: Mom, 01x16 – Nietzsche and a Beer Run

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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

por Caio Coletti

“Nietzsche and a Beer Run”, no papel, tem tudo para ser um péssimo episódio de Mom. Como um fantasma do passado, a premissa desse episódio coloca novamente Christy com um interesse romântico, com o dilema do sexo falando alto e um guest star que não exatamente inspira a boas expectativas (Nick Zano, de 2 Broke Girls). Lembrar de alguns episódios do início da temporada em que Christy se envolvia romanticamente com o personagem de Justin Long também não ajudava – não foram momentos ruins, mas desde então Mom provou que pode ser muito melhor. A beleza das expectativas, no entanto, é que elas podem muito bem serem quebradas, e “Nietzsche and a Beer Run” é tão contundente para a série quanto os episódios anteriores, sobre o pai de Christy, foram.

A grande chave é que a equipe de roteiristas não se deixa repetir. O personagem de Zano tem características, e serve a propósitos, completamente diferentes do que o de Long. Se aquele arco servia para mostrar a importância que Christy dava a sua família e a trajetória que pretende seguir agora que se recuperou, essa nova premissa veio para sublinhar o quanto a protagonista da série se agarra a sua sobriedade (mas também o quão fácil é tentá-la a sair dela). Zano é o bombeiro David, que Christy conhece no restaurante. Embora os dois se conectem quase instantaneamente, tendo uma primeira noite selvagem, Christy percebe que David tem problemas com álcool e drogas, e sente que, se continuar vendo-o, as chances de desistir da sobriedade são grandes demais.

Durante o restante do episódio, Mom joga o jogo do julgar/não julgar, conviver/não conviver que tantas vezes está no centro de suas histórias. Esse coração permissivo e ao mesmo tempo rígido da série vem direto da dupla de protagonistas e de suas performances, e talvez por isso quando a trama faz bom proveito dessa dicotomia, as coisas funcionem tão bem. Tudo se resolve em um pequeno momento dramático entre Bonnie e Christy, e “Nietzsche and a Beer Run” mostra que Mom pode ser romântica sem fugir daquilo que a faz, fundamentalmente, diferente de tudo na televisão hoje em dia.

Observações adicionais:

- Os primeiros segmentos, passados no restaurante, fazem o melhor uso de French Stewart desde “Corned Beef and Handcuffs”. Esperamos que a série ressucite a trama do envolvimento dele com Bonnie logo!

- “Oh, hey. Hello. I’m not stealing lobster”

- “Waitress by day, detective by night!”

- Colocando Bonnie ganhando dinheiro como uma life-coach e tomando uma postura descrente em relação à filosofia (o personagem de Zano, além de bombeiro, tem um diploma no assunto – e nenhuma televisão em casa), Mom arquiva o que pode ser seu episódio mais cínico até o momento.

✮✮✮✮✮ (4,5/5)

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Próximo Mom: 01x17 (24/02)

4 de fev. de 2014

Review: Por que, num ano cheio de ficções científicas, “Ela” é a melhor de todas?

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por Caio Coletti

Um dos grandes, senão o grande chavão da ficção científica moderna, é aquele que usa os elementos “extra-realistas” do gênero para exaltar o espírito humano. Em várias histórias, quando ameaçados por elementos fora do nosso mundo habitual – ou mesmo criado por nossos vícios e defeitos –, a humanidade precisa voltar a constituição mais pura de sua alma, aos sentimentos de afeição e união, para perseverar. Nós existimos contra todas as possibilidades, é o que nos diz a ficção científica, e só isso já é prova de que somos verdadeiramente excepcionais. Ela, novo filme de Spike Jonze, indicado a 5 Oscar, não quer negar que sejamos, mas ao contrário da maioria de seus companheiros de gênero, exalta a humanidade exatamente naqueles pontos em que somos mais falhos.

Para começar, como indica a tagline abaixo do título no poster, essa é uma história de amor. Sem rodeios, Ela é um filme extremamente doloroso em seu retrato de todas as fases que compreendem um relacionamento romântico, e de certa forma é também uma narrativa cíclica: Theodore (Joaquin Phoenix) é um recém-divorciado que se apaixona pelo novo sistema de operações que adquire. No futuro de Ela, todo mundo anda com um ponto no ouvido e comanda funções simples como checar e-mails e ler as notícias do dia por controle de voz. A novidade do modelo mais recente comprado por Theo é que o sistema tem uma personalidade própria, uma inteligência artificial que ganha o nome de Samantha (e a voz de Scarlett Johansson, na sua melhor atuação em anos – sim).

Humano e máquina engajam em um relacionamento, e Ela ganha pontos ao retratar um mundo em que nem todas as pessoas que cercam Theo acham isso estranho. Na verdade, o filme dá dicas de que o caso do personagem de Phoenix não é o único nesse universo criado nos mínimos detalhes por Jonze, num trabalho de roteiro excepcional. O script é sem dúvidas a obra-prima do responsável por Quero Ser John Malkovich e Onde Vivem os Monstros, combinando simplicidade e um meticuloso equilíbrio entre sarcasmo social e verdade emocional. Em última instância, Ela, assim como a sociedade que retrata, é incapaz de julgar o relacionamento entre Theo e Samantha, e talvez por isso desenhe nele um arco tão familiar para as histórias românticas. Não que o filme jogue com clichês, mas existe nessa ficção científica algo de muito realista, também, sobre o relacionamento humano.

A elaboração técnica é impecável. O design de produção (indicado ao Oscar) e a fotografia genial de Hoyte Van Hoytema (Deixe Ela Entrar) ajudam a construir um universo para Ela que é absurdamente amplo. Discretamente lírico e sensorial, sem exageros impressionistas, o filme consegue uma proeza que poucos feitos cinematográficos alcançam hoje em dia: tudo na direção só acrescenta camadas e temas a um filme que já é muito rico deles no papel. O trabalho de Hoytema nas câmeras dá à discussão de humanidade e sentimento uma profundidade muito maior, e ao mesmo tempo deixa a história respirar quando o filme precisa apenas observar Joaquin Phoenix e sua impressionante gama de emoções passear pela tela. Assim como o ator acrescenta delicadeza a um personagem difícil, e comanda o filme com autoridade, a fotografia e o universo ao redor dele ajudam a contornar e colorir essa performance de forma absolutamente deslumbrante.

Como toda grande ficção científica, toda grande história de amor, e toda grande obra-prima, este filme carrega consigo uma convicção muito grande, que é tratada em tela com tanta sutileza quanto assertividade. Para Jonze, talvez o grande ponto seja que a maior parte de nossa dimensão não é física, e sim emocional. Ela é uma celebração da humanidade como a espécie que está sempre em busca de quebrar uma barreira, superar algo, viver depois do sobreviver. Mas não se furta de mostrar que nem sempre poderemos fazer isso junto de quem amamos.

✮✮✮✮✮ (5/5)

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Ela (Her, EUA, 2013)
Direção e roteiro: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Scarlett Johansson, Chris Pratt
126 minutos

3 de fev. de 2014

Kiss me Once: capa e data do novo álbum da Kylie + clipe do single “Into The Blue”

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por Caio Coletti

O 12º álbum de estúdio da diva australiana Kylie Minogue, muito provavelmente o mais antecipado de toda a sua carreira, já tem data de lançamento, capa e título! Kiss me Once vai chegar às lojas no dia 17 de Março próximo, e a cantora revelou a capa aí em cima no seu Facebook, horas antes de lançar o clipe de “Into The Blue”, primeiro single que já tinhamos ouvido um tempinho atrás.

No vídeo, Kylie aparece dividindo a cena com o ator francês Clément Sibony, que alguns podem reconhecer de um papel coadjuvante em O Turista. Filmado metade em preto-e-branco, metade em colorido e dirigido pelo colaborador habitual da moça, Dawn Shadforth (“Can’t Get You Out of My Head”, “2 Hearts”), o clipe é, como tudo o que Kylie faz, distintamente dela.