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7 de fev. de 2014

Você precisa conhecer: Daughter + BOY

Daughter - Press Images - March 2012 - London

por Amanda Prates

Se você gosta de Birdy, provavelmente vai se surpreender ao ouvir o trio britânico recém-formado Daughter. E se eu citei Birdy, sim (!), porque é ela a primeira referência direta que você pode fazer (ou não!) quando Elena Tonra emite o primeiro verso da faixa de abertura do debut album.

A banda formada em 2010 em Londres lançou 03 EPs até debutar em 2013 com o If You Leave. A impressão que o trio passa, já na primeira faixa, é que o disco não foi feito para os charts, e jamais terá a intenção de o ser. O álbum é um catálogo de imagens da vida e da morte concentrado em canções com títulos de uma única palavra. Pensando nessa ideia de efemeridade, um caminho parece ser estabelecido: na gritante “Winter”, Tonra e seu amor afastam-se “como duas folhas de papel”, para que em “Shallows” ela promulgue o desejo de uma morte fantasmagórica.

“Smother”, o primeiro single, abriu as portas para o reconhecimento definitivo da banda em terras britânicas, debutando, inconsequentemente, em #4 em um chart indie do Reino Unido. O disco foi positivamente recebido pela crítica especializada, que descreveu o som do trio como “totalmente hipnótico” e “mais envolvente do que muitas ofertas do mesmo nível”.

Apesar do público essencialmente britânico, o trio teve canções em trilhas de séries americanas, como Teen Wolf (num episódio da terceira temporada). Um remix de “Home” também esteve presente no soundtrack do drama How I Live Now, estrelado pela nova queridinha do cinema, Saoirse Ronan.

O trio se constitui como o corpo de seu próprio trabalho: enquanto as guitarras de Igor Haefeli são o sangue que corre através das canções, a bateria de Remi Aguilella é o coração, sobre o qual Elena Tonra descobre sua verdadeira alma.

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boy

Não muito distante do Daughter em termos de sonoridade, o duo BOY é uma deliciosa surpresa folk pop. Formada em 2007 pela sueca Valeska Steiner e pela alemã Sonja Glass depois de se conhecerem num curso de pop music em 2005, a dupla lançou no final de 2011 o álbum de estreia intitulado Mutual Friends, após assinarem contrato com a Grönland Records. Desde então, esse é o único trabalho de estúdio lançado pelas moças, que ainda preferem investir nos singles do primeiro disco.

O primeiro single, “Little Numbers”, não é a faixa mais forte do disco, mas deu conta do recado: atingiu um #4 num chart no Japão. O último lançado até então, “This is the Beginning” é a responsável por apresentar para o ouvinte a essência dançante do disco.

Mutual Friends é um álbum com canções pensadas e trabalhadas com moderação, equilíbrio e cuidado para ser um registro essencialmente alegre (salvo algumas pouquíssimas exceções, como “Boris”, que adquire uma atmosfera mais sombria), e os vocais de Steiner dão todo o charme e personalidade dos quais o disco precisa.

O duo, que inicialmente tocava somente em concertos exclusivos, pode não ter feito o mais revolucionários dos trabalhos na indústria musical, mas é o empreendimento de estreia que gruda fácil na cabeça de quem o ouvir. O som das moças é do tipo que só fica melhor e melhor a cada escuta.