Review: Dirty Computer (álbum e filme)

Janelle Monáe cria a obra de arte do ano com um álbum visual espetacular - e que desafia descrições.

Os 15 melhores álbuns de 2017

Drake, Lorde e Goldfrapp são apenas três dos artistas que chegaram arrasando na nossa lista.

Review: Me Chame Pelo Seu Nome

Luca Guadagnino cria o filme mais sensual (e importante) do ano.

Review: Lady Bird: A Hora de Voar

Mais uma obra-prima da roteirista mais talentosa da nossa década.

Review: Liga da Justiça

É verdade: o novo filme da DC seria melhor se não tivesse uma Warner (e um Joss Whedon) no caminho.

5 de mar. de 2014

Você precisa conhecer: James Durbin

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por Caio Coletti

Nem todo pupilo do American Idol consegue ser uma Kelly Clarkson (ou um Adam Lambert, para citar alguém bem-sucedido que não foi o vencedor de sua edição). Classificado na quarta posição da 10ª temporada do programa, em 2011, James William Durbin se destacou nos shows ao vivo do programa ao trazer uma abordagem carismática e vocalmente surpreendente a canções de rock.

Um dos grandes momentos do moço no Idol veio no Top 7, onde fez uma performance arrepiante de “Uprising”, um dos grandes hits do Muse. Veja aí embaixo:

Depois do final do programa – e da famosa tour que todos os anos reúne os 10 melhores de cada temporada, e atrai multidões nos EUA – Dubin se concentrou na produção do primeiro álbum, que saiu ainda em 2011. Memories of a Beautiful Disaster não vendeu brilhantemente, mas ficou dentro das expectativas para um artista que nem chegou no top 3 do Idol.

O som desse primeiro álbum é bem mais pesado em termos de paredes de guitarras e levadas de bateria, do que o material novo. Ouça um dos singles antigos, “Stand Up”, e o novo, “Paracute”, aí embaixo.

O segundo disco de estúdio de Durbin sai no próximo dia 8 de Abril, e será intitulado Celebrate.

3 de mar. de 2014

Oscar 2014: Adeus, ABC, quem manda agora é a mídia social

1620795_852649968083400_315305735_nJennifer Lawrence, Channing Tatum, Meryl Streep, Julia Roberts, Ellen Degeneres, Kevin Spacey, Brad Pitt, Bradley Cooper, Lupita Nyong’o, Angelina Jolie – 9 Oscar e 18 Globos de Ouro em uma só foto

por Caio Coletti

2014, século XXI, smartphones, mídia social e era de Acquarius: o acontecimento mais comentado da entrega do Oscar da noite passada (02) foi uma selfie. Postada por Ellen Degeneres, apresentadora da premiação, em sua conta no Twitter, a foto que reúne-a com vários dos astros e indicados da noite foi tão retweetada que derrubou o sistema do site por um tempo. Ellen quebrou o recorde que antes pertencia a Barack Obama como a foto mais repostada da rede social – no momento em que este que vos fala desenhava essas linhas, eram mais de 2 milhões e 600 mil retweets.

A performance de Ellen na premiação foi suave, esperta e sem controvérsas como o esperado, brincando com familiaridade com os indicados, a duração do show e os apresentadores. O lado de apresnetadora de daytime show ficou evidente, mas nesse clima a cerimônia foi se desenrolando com bastante naturalidade, um bônus para uma premiação que sempre parece um pouco planejada demais – em completa oposição ao caos do Globo de Ouro ou do VMA, por exemplo.

Também nas mídias sociais repercutiu a injustiça perpetuada da noite: mesmo depois de toda a comoção online clamando pela entrega do prêmio para Leonardo DiCaprio por sua performance em O Lobo de Wall Street, a estatueta de Melhor Ator foi mesmo para Matthew McConaughey por Clube de Compras Dallas. Mesmo a escolha não tendo sido inesperada, uma vez que McConaughey veio ganhando todos os prêmios anteriores da temporada pela mesma atuação, a internet não se furtou de suas piadinhas quando DiCaprio, indicado já pela quinta vez, perdeu novamente.

1508532_584524344970553_1583635000_nImagem que circulou no Facebook na noite de ontem

Por falar em premiações esperadas (ou melhor, previsíveis), nenhuma das categorias principais apresentou qualquer surpresa em 2014. A Academia preferiu confirmar tendências ditadas pela temporada de prêmios que a antecedeu, e o resultado foi um show que não pôde evitar de ser morno, mesmo com uma das melhores produções dos últimos anos do Oscar. Segue a lista com os principais vencedores, e o melhor discurso da noite (do próprio McConaughey, inclusive):

Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão (review)
Melhor Atriz: Cate Blanchett, Blue Jasmine
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o, 12 Anos de Escravidão
Melhor Ator: Matthew McConaughey, Clube de Compras Dallas
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, Clube de Compras Dallas
Melhor Diretor: Alfonso Cuarón, Gravidade (review)
Melhor Roteiro Adaptado: 12 Anos de Escravidão, por John Ridley
Melhor Roteiro Original: Her, por Spike Jonze (review)
Melhor Fotografia: Gravidade, por Emmanuel Lubezki
Melhor Trilha-Sonora: Gravidade, por Steven Price
Melhor Figurino: O Grande Gatsby, por Catherine Martin (review)

E agora nós vamos terminar o artigo com uma foto de Meryl Streep comendo pizza, porque essa é a própria definição da awesomeness do Oscar. Até o ano que vem.

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Coldplay anuncia novo álbum e lança segunda música de trabalho, “Magic”

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por Caio Coletti

Pouco mais de uma semana depois de lançar o misterioso clipe em negativo para a experimental “Midnight” (destacamos o vídeo aqui), o Coldplay finalmente revelou mais informações sobre o novo álbum. Ghosty Stories, que tem a bela capa aí em cima, deve chegar ás lojas no dia 19 de Maio.

Junto com esse anúncio, o quarteto britânico lançou também a segunda música de trabalho, primeiro single oficial, chamado “Magic”. Com um gancho pop bem forte e batida muito mais remetente ao Mylo Xyloto do que a qualquer outra coisa da carreira dos moços, a canção é bem mais palatável do que “Midnight”.

28 de fev. de 2014

Review: The Americans, 02x01 – Comrades

THE AMERICANS -- Comrades -- Episode 1 (Airs Wednesday, February, 26, 10:00 PM e/p) -- Pictured: (L-R) Keidrich Sellati as Henry Jennings, Matthew Rhys as Philip Jennings -- CR: Craig Blankenhorn/FX

por Caio Coletti

ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Em certo momento de “Comrades”, episódio de estreia da segunda temporada de The Americans, Elizabeth (Keri Russell), de volta depois de longas férias e recuperada do baleamento do finale passado, está no carro com o marido Phillip (Matthew Rhys) após mais uma noite cumprindo missões para a KGB. Em um momento de silêncio do roteiro, onde talvez as escolhas dos atores tenham sido essenciais para o resultado da cena, Russell estende a mão até a de Rhys, que está segurando a direção do carro, e puxa-a para sua perna, apertando-a. Não é um momento sensual, pelo menos não em uma visão primária, mas existe ali um elemento de “permissão”, uma doçura e uma ternura que são tão absolutamente raras em The Americans e, ao mesmo tempo, são o que fazem a série ser a obra-prima que é.

Esse é só um dos muitos momentos em que os detalhes, as atuações e as particularidades de cena adicionam brilhantismo ao roteiro do episódio, assinado pelo criador Joe Weisberg e do produtor executivo Joel Fields. The Americans, pode-se dizer, é uma grande sinfonia de paralelos e linhas que se esticam de um lado para o outro, e são as delicadezas e emoções passageiras que fazem o conjunto dessa orquestra funcionar. Nesse primeiro episódio, um cold open de mais de seis minutos, antes da abertura, nos refamiliariza com os dois protagonistas e com o universo climático da série. O trabalho de câmera do diretor Thomas Schlamme, que já havia assinado “Gregory” na primeira temporada, toma cuidado para não isolar seus personagens do mundo as suas voltas, porque entende que a narrativa de The Americans é muito dependente de contexto (e não machuca mostrar o quão impecável é a produção de época da FX).

A série é também um paradoxo constante, um conflito interminável, entre o particular e o político, o micro e o macrocosmos dessas pessoas que servem a ideais maiores que elas, mas são subjugadas pelas mais insignificantes emoções humanas. Uma das storylines dessa semana de estreia, por exemplo, foca na filha do casal principal, Paige (a vivaz Holly Taylor), que parece estar passando por um momento em que a confiança que tem com os pais está desmoronando. Isso já foi indicado sutilmente no primeiro ano, uma vez que a moça, no final das contas, está na fase da adolescência – mas aqui sai de cena o filho do casal Beeman, que representava essa “rebeldia” de maneira óbvia, e entra uma construção muito mais interessante, com Paige chegando perto de descobrir o grande segredo dos pais ao mesmo tempo em que passa por uma revelação pessoal (vê Elizabeth e Phillip fazendo sexo).

Essa capacidade de ser comum e extraordinária ao mesmo tempo é a própria fundação de The Americans. Ela está em cada uma das tramas e elaborações que a série criou e continua criando entre seus personagens, explorando cada vez mais a ambiguidade absurda que surge desse complicado “equilíbrio”. Por falar em equilíbrio, o que “Comrades” faz de mais certo (e não são poucas as virtudes candidatas para esse posto) é iniciar a segunda temporada colocando a família dos Jennings em risco, quando um outro casal de espiões é assassinado junto com os filhos. Se toda série tivesse plena consciência do quão importante é “sacudir” a própria fundação num início de segundo ano, teríamos um mundo televisivo bem mais confiável. Claro, aí talvez The Americans não fosse tão absolutamente notável quanto é.

Observações adicionais:

- Phillip é um ator muito convincente quando quer ser, com essa característica de saber parecer confiável, e a dupla camada da atuação de Matthew Rhys é incrível.

- Kari Russell não ter sido lembrada no Emmy é um crime. A construção que ela faz de Elizabeth é insinuantemente marcante: a linguagem corporal e a frieza da atuação, que são jogadas para o lado em momentos de afeição que despontam do rosto da atriz, da sua colocação verbal, criam uma performance completa a brilhante.

- O ponto do Agente Beeman é que, mesmo não sendo absurdamente inteligente, ele é muito persistente, e pensa muito mais sobre o que tem em mãos do que seus colegas. Poucos atores conseguiriam transmitir isso como Noah Emmerich.

- Annet Mahendru é uma gema de intensidade e instinto imagético. Ela é um sex symbol com alma por trás dos olhos suplicantes, e sua Nina é também uma preciosidade temática, elaborando um discuso anti-machista para The Americans, ao mesmo tempo que entra em linha com a mistura particular-político.

✮✮✮✮✮ (5/5)

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Próximo The Americans: 02x02 – Cardinal (05/03)

Review: Suburgatory, 03x05 – Blame It on the Rainstick

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por Caio Coletti

ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

A partir dessa terceira temporada, ao invés de fazer uma cobertura detalhada de cada episódio de Suburgatory, O Anagrama vai trazer uma review por mês, de preferência de episódios marcantes para a continuidade da série, checando a quantas anda uma das nossas comédias preferidas.

Uma boa parte dos reviews de Suburgatory aqui n’O Anagrama, desde a segunda temporada até a estreia dessa terceira, tem sido focado no fato de que a série de Emily Kapnek é muito melhor quando foca seu olhar na relação entre pais/mães e filhos(as). “Blame It on the Rainstick”, pela primeira vez, trouxe a este que vos escreve a sensação de que essa análise é um pouco injusta com as virtudes da série. Desde o primeiro episódio da season three, lá mais de um mês atrás, os escritores de Suburgatory tem feito um trabalho hercúleo e interessantíssimo em pesar cada relacionamento construído entre seus personagens e avaliar todos os danos e rachaduras neles.

Esse é o verdadeiro olho da série, no final das contas, e “Blame It on the Rainstick” mostra com maior ênfase que está perfeitamente dentro das habilidades do grupo responsável por Suburgatory juntar todos esses relacionamentos em um só episódios, em tramas igualmente importantes e eficientes. Aqui, somos divididos em duas frentes: George, após buscar Noah em sua clínica de reabilitação para problemas de comportamento violento, descobre que a personalidade do amigo está irreconhecível; e Tessa decide matar a aula mais fútil da qual já ouviu falar (sobre técnicas de bronzeamento, ministrada por Dallas, é claro) e acaba encontrando uma banda itinerante num parque em Chatswin. Comandada por Caris (Mae Whitman, yes!!), o grupo musical aos poucos revela algo mais sombrio.

Para começar, o retorno de Alan Tudyk é muitíssimo bem-vindo. Um dos faros cômicos mais afinados da série desde sempre, o ator retrata um Noah mudado com presença de espírito e carcterização perfeita, fazendo o par dinâmico de sempre com o focado Jeremy Sisto. Melhor que a combinação de Sisto com Tudyk só a do protagonista com Jane Levy, porque mesmo com o aspecto da paternidade em segundo plano, as cenas que os dois dividem são as melhores do episódio. Levy tem especialmente um ótimo momento, e vem tendo no decorrer de toda a temporada, se divertindo com o blá-blá-blá hipster presunçoso de Tessa.

Essa tal presunção tão bem traduzida na performance da moça, inclusive, joga uma luz muito interessante sob a sátira de Suburgatory, um elemento que ficou como pano de fundo na segunda temporada. Aqui, com o retrato dos costumes fúteis de Chatswin de novo em primeiro plano, também toma o centro do palco o quanto Tessa é uma ativista um pouco hipócrita quando precisa ser. Há algo na elaboração intelectual-alternativa dela que a faz tão culpada de futilidade e egoísmo quanto aqueles estudantes que ela despreza. Com uma cena tensa e muitíssimo bem escrita entre ela e Lisa, “Blame It on the Rainstick” marca o momento em que a terceira temporada de Suburgatory se cansou de só sugerir isso.

Observações adicionais:

- “Ted Danson dating Whoopi Goldberg” “The heart… wants what it wants”

- Mae Whitman está incrível como uma hippie líder de um grupo de nômades musicais cantando “Moth’s Wings” do Passion Pit em uma tenda. A atriz não só está extremamente madura como passa segurança e carisma no personagem.

- “And where are they from?” “The whole wide world? Planet Earth?”

- “Can you hear it?” “Yeah” “Can you feel it?” “Eh”

- “Incorrect use of your mama”

- O episódio tem uma mensagem muito legal sobre amizade. Uma das coisas mais bacanas de Suburgatory é ter toda a digressão cínica e moral em meio a comédia, e no final voltar a valores muito fundamentais e acertadíssimos.

✮✮✮✮✮ (4,5/5)

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Próximo Suburgatory: 03x06 – About a Boy-Yoi-Yoing (05/03)
Próximo review: 03x10 – No, You Can’t Seat With Us (09/04)

26 de fev. de 2014

Review: Person of Interest, 03x15 – Last Call

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por Caio Coletti

ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Person of Interest tem a melhor equipe de escritores da televisão aberta americana, ponto. Essa é a marca mais indelével que deixa o episódio dessa semana, primeiro depois do hiato por conta das Olimpíadas de Inverno. É aquela deliciosa sensação de perceber, porque já estamos acompanhando o funcionamento e a evolução dessa série por três temporadas, que nenhum passo é dado em falso e que esses roteiristas não tem medo de colocar vários pratos no ar de uma vez, sabendo muito bem que são capazes de juntá-los todos, e regojizando no barulho que eles todos vão fazer quando se espatifarem no chão, em meio ao caos organizado de uma season finale. Estamos a oito semanas desse momento, e Person ainda assim consegue ser entretenimento de primeira.

“Last Call”, para começar a conversa, realiza uma premissa que estava destinada a existir desde a própria concepção da série, mas mesmo assim nos deixa surpresos por não termos pensado nela antes: Finch disfarçado como um atendente do número de emergência, 911 (nosso 190). Como o responsável pelo roteiro, Dan Dietz (quarta colaboração, entre as anteriores os ótimos “2 Pi R” e “Trojan Horse”), faz questão de soletrar para o espectador, o trabalho de um atendente de emergência não é tão diferente daquele que Finch, Reese e Shaw realizam todos os dias (“At a desk, surrounded by monitors, helping people in danger. All you’re missing is the dog”). De fato, é ali que estão “os números que não chegam a nós”, como diz o personagem de Michael Emerson.

Se não bastasse isso, Person ainda monta uma trama engenhosa por cima dessa premissa, escalando e construindo um personagem da semana genuinamente cativante e ainda ensaiando os primeiros passos da introdução de um novo grande vilão para assombrar nossos heróis. O número da vez é Sandra Nicholson (Melissa Sagemiller, de Law & Order: SVU, em excelente atuação), atendente muito experiente que, um belo dia, recebe a ligação de um garoto que está tendo seu apartamento invadido por estranhos. Ele é sequestrado, e o responsável por isso liga no telefone pessoal de Sandra, fazendo uma série de exigências que incluem apagar um dia todo de ligações do banco de dados do sistema 911. Ao mesmo tempo, no Departamento de Homicídios, Fusco ajuda um policial novato com seu primeiro caso e percebe que ele pode estar ligado àquele no qual Finch e cia estão trabalhando.

Person já abusou do recurso de juntar duas subtramas em uma só resolução, é verdade. Chega ao ponto de que, quando a série joga essa carta, não é mais realmente surpreendente, e soa como um excesso de coincidência exorbitante. Mesmo assim, essas e outras reclamações em relação à condução das minúcias da série não fazem nenhuma frente a extraordinária ousadia e inteligência que a equipe de roteiristas demonstra ao trazer, a cada semana, uma nova perspectiva que se encaixa perfeitamente no tema e na filosofia de Person. Poucas séries, e talvez nenhuma outra hoje em dia, chegam num terceiro ano sabendo mexer no seu formato tão bem quanto essa, e essa é uma virtude que faz empalidecer quaisquer pequenas derrapadas que apareçam pelo caminho.

Observações adicionais:

- Muito legal também a série explorar o fato de que Fusco é muito respeitado dentro do departamento depois da prisão do chefão da HR. A relação de mentor com o novato Harrison (interpretado pelo também iniciante – mas promissor! – Gavin Stenhouse) é uma dinâmica cansada que os dois atores exploram muito bem para fazê-la interessante. É claro, existe pouquíssima coisa que Kevin Chapman, como ator, não consiga vender.

- O vilão que está falando com Sandra, e ao qual nos referimos aí no review como um futuro grande antagonista na série, tem os mesmos, senão mariores, recursos que Finch. O alcance da tecnologia, como sempre em Person, se estende para os dois lados.

- “Basically, Finch, he’s you. If you were evil”

- A forma como Harold lida com o capanga armado que aparece para encurralar Sandra perto do final é genuinamente badass. É bom ver que Michael Emerson ainda tem os nervos para uma atuação tensa como a exigida aqui. Ele ainda é supremamente bom.

✮✮✮✮✮ (4,5/5)

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Próximo Person of Interest: 03x16 – Ram (04/03)