Review: Dirty Computer (álbum e filme)

Janelle Monáe cria a obra de arte do ano com um álbum visual espetacular - e que desafia descrições.

Os 15 melhores álbuns de 2017

Drake, Lorde e Goldfrapp são apenas três dos artistas que chegaram arrasando na nossa lista.

Review: Me Chame Pelo Seu Nome

Luca Guadagnino cria o filme mais sensual (e importante) do ano.

Review: Lady Bird: A Hora de Voar

Mais uma obra-prima da roteirista mais talentosa da nossa década.

Review: Liga da Justiça

É verdade: o novo filme da DC seria melhor se não tivesse uma Warner (e um Joss Whedon) no caminho.

18 de mar. de 2011

Decifradores – Entrevista: Talita Rodrigues

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Fabulosa. É a palavra certa para descrever Talita Rodrigues, autora do blog Speechless e, honraria nossa, colaboradora d’O Anagrama já em dois textos que refletem o incrível talento para a escrita, a auto-crítica e a relfexão que ela demonstra, parágrafo após parágrafo. Há alguns meses que eu não abria a sessão de entevistas por aqui, mas a descoberta de alguém como a Talita na blogosfera (e, vejam só, no meu círculo de amizades valiosas) certamente faz valer a pena o retorno da coluna para o blog. Primeiro porque ela é, como eu, uma escritora por necessidade e urgência. São raras as pessoas que realmente obedecem aquela citação de Rilke: “Na hora mais escura da noite, confesse a si mesmo que morreria se fosse proibido de escrever”.

Por essas e por outras, escritora nata, blogueira parceira e amiga conquistada, Talita é tão incrível que parece até de mentira. Como, aliás, é próprio das fábulas. E de onde vocês acham que eu tirei o apelido? Com vocês, a fabulosa. ;)

Parte Um: As letras…

Uma palavra: Verdade.

Um filme: “Sempre ao Seu Lado” (Hachiko: A Dog’s Story, 2009).

Uma banda: OneRepublic. :)                             Uma Série de TV: “The Vampire Diaries” (2009- ).

Um livro: “O Futuro da Humanidade” – Augusto Cury.                     Um escritor: Augusto Cury.

Uma citação: Pergunta difícil, porque eu gosto de várias, mas essa define o meu momento atual: “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo”, de Fernando Pessoa.

Um blog: O Anagrama, é óbvio.

Dia ou noite? Dia.                 Inverno ou verão? Inverno.                    Acaso ou destino? Destino.

Último filme que viu (gostou?): “Cisne Negro” (Black Swan, 2010). Perfeito!

Tocando agora: Price Tag – Jessie J.

Parte Dois: O Anagrama…

Escrevo porque…

Só as palavras conseguem entender o que sinto.

O que seu filme preferido te ensinou?

Olha, eu aprendi várias coisas com ele, mas principalmente, aprendi a acreditar. Acreditar que as coisas podem se solucionar se eu esperar.

Planeja antes de escrever ou deixa as coisas fluírem conforme escreve?

Normalmente não planejo nada. Se estou realizando outra coisa e tenho um insight, largo tudo e pego a caneta e o papel!

Para quê gostaria de ter mais tempo? E o que passa tempo demais fazendo?

Gostaria de ter mais tempo para pensar. Pensar sobre as coisas que acontecem comigo e, talvez, tirar uma conclusão mais concreta. Pode parecer um pouco maluco, mas se todos pudessem refletir, as pessoas ofenderiam bem menos.

Na Internet as pessoas mudam? E ela é capaz de mudar a vida das pessoas? Se sim, de que forma ela mudou a sua?

Mudam muito! A Internet é a segunda vida de certos indivíduos. É o lugar onde elas fariam aquilo que não têm coragem pessoalmente. E sim, minha vida mudou completamente. Porque eu posso encontrar pessoas que partilham das mesmas opiniões que eu, e desabafar quando me sinto angustiada.

Acha que, com o crescimento da Internet, a era dos livros está acabando? E mais, acha que os futuros escritores e jornalistas virão da “geração Blogger”?

Infelizmente, está. Eu amo escrever esse blog, mas acho também que as grandes inspirações para isso estão nos livros. E isso é péssimo, porque pela Internet qualquer um pode tornar-se escritor. Sabendo ou não fazê-lo. Acredito que poderão surgir vários nomes competentes desse mundo sim, mas como já disse, será um pouco complicado em razão da facilidade com que as pessoas escrevem bobeiras por aí.

Escolha uma personalidade (de cinema, música, literatura…) que acha injustiçada e defenda-a!

Foi a pergunta mais complicada de fazer. E como não encontrei nada muito bom para falar, resolvi comentar sobre cantoras pop como Jennifer Lopez, que ficam esquecidas e são duramente criticadas quanto a forma física depois de passarem dos 30/40 anos. Ignorância do pessoal, que não sabe reconhecer o talento dos artistas de outras décadas, sem chamá-los de velhos.

Como você compara música nacional e internacional? E qual houve mais?

Olha, eu escuto várias músicas nacionais, só que de outras décadas, porque convenhamos que as de hoje não passam muito conteúdo, né? Então, a internacional ganha em disparada para mim, hoje!

Como define sua forma de escrever, seu blog e a si mesma?

Eu não sei dar boas definições, sabe? Mas o que eu tento passar através da escrita é minha forma de enxergar o mundo e minhas situações particulares. Como uma forma de mostrar a todos que eles não estão sozinhos com seus conflitos internos e que eles tem solução, sim! Sei lá, é como fazer pelas pessoas aquilo que ninguém fez por mim quando precisei. Portanto o me blog é mais ou menos neste estilo, reflexivo e por vezes pesado nos conteúdos, ao mesmo tempo que é regado por várias experiências e situações.

Quanto à mim, também não consigo me definir. E talvez seja por isso que pense e escreva tanto. É um dos meus meios de me conhecer melhor.

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Imagens recentemente usadas no blog da Talita

“Atrevo-me a dizer que fui mais derrotada do que vitoriosa. Porque no final, cada respiração é uma luta contra o tempo. Cada minuto é uma batalha contra a morte. Tudo isso para poder construir minha própria corrente. Eu quero muitos elos; quero muitos nós; muita experiência. EU QUERO MUITO TEMPO”

(Talita, em “Queimando a consciência e a sequência que ela traz”)

16 de mar. de 2011

Wild Fashion #1 – The new old fashion

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E aí, my fashion babies?

Minha coluna estreando nessa quarta, ueba! Quero ver muitas visitinhas aqui hein? E comentários também.

O título da coluna desse mês, além de transparecer o meu objetivo com a mesma - falar sobre algo tão antigo quanto moda, mas sobre suas inovações - diz tudo também sobre o tema de hoje: lenços.

Sim, hoje vamos falar sobre algo tão simples quanto os lenços.

Se você é do tipo que pensa em vovozinhas quando se fala neles, amarre os cintos (ou os lenços se preferir), porque essa novidade vai fazer sua cabeça, literalmente.

Mas acho muito justo falarmos primeiro um pouquinho sobre nosso assunto de hoje, né?

A história do lenço é bem interessante, e passa desde a época da família real no Brasil, até os gays americanos dos anos 70 e 80.

O lenço chegou ao Brasil com a família real, e sua praga de piolhos, que obrigou a princesa Carlota a utilizar turbantes para esconder a careca. E dai por diante não saiu mais da nossa vestimenta diária, em qualquer época do ano.

Quanto à história dos gays, nos anos 70 era muito comum que eles utilizassem certas cores de lenços, de certas maneiras, para informar aos demais suas intenções.

E por incrivel que pareça é por isso que o Freddy do Scooby-Doo nunca beijou a Daphne, afinal o laranja significava homossexualidade.

Enfim, o assunto na verdade é versatilidade do lenço, não?

Apesar de nunca sair da nossa vestimenta, o lenço parou de ser “explorado” pelos estilistas após os anos dourados do cinema, no qual a peça foi “hit”.

Em 2011 o lenço volta COM TUDO. Porém de uma maneira antes pouco citada. Nas tranças!

Isso mesmo, nesse verão o acessório mais utilizado nas passarelas foi o lenço em meio as tranças.

Além de, claro,como seu modo tradicional de turbante. E não houve maneira melhor de deixar explicita a versatilidade do lenço, pois os looks nos quais eles foram destaque começaram no romântico e foram ao psicodélico facilmente. E, olha, VALE OUSAR nas cores e nas tranças na hora de mesclar com os lenços, viu? Principalmente nos looks românticos, cujas cores são mais nude, vale usar cores flúor nos lenços, como laranja, verde e pink. Tudo a sua escolha.

Além de tudo os lenços são peças fáceis de encontrar, com uma diversidade enorme de estampas e cores e, claro, com preços que cabem no bolso de todo mundo.

Espero que tenham gostado da minha primeira coluninha.

Amo vocês, Fashion Kisses!

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  “Em matéria de moda, são os loucos que ditam a lei aos sensatos, as cortesãs que impõem as mulheres honestas, e o melhor que temos a fazer é respeitá-la”

(Denis Diderot, filósofo francês)

14 de mar. de 2011

Charlie Sheen: Isso não é vencer.

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Não é difícil perder a cabeça em Hollywood. Na terra em que todo mundo (ou quase todo mundo) está procurando por algum motivo para acabar com sua carreira, é quase presença garantida, no histórico dos grandes astros e estrelas, pelo menos um surto psicótico ou disputa polêmica. Na maioria das vezes, em se tratando de atores ou diretores, a briga é com os executivos. E ninguém está imune, ninguém mesmo. Veja Charlie Sheen, por exemplo. No alto de seus quarenta e poucos anos, o ator que marcou na memória de uma geração de jovens ambiciosos como o pupilo de Michael Douglas em Wall Street, de Oliver Stone (argumentadamente o melhor papel de toda sua carreira até hoje) atravessava, muitos ousavam dizer, seu melhor momento. Até alguns meses atrás. Mas vamos por partes.

Praticamente dono do maior hit televisivo cômico do nosso século (a engraçadíssima Two and a Half Men), desde o final dos anos 1990 que a conduta pessoal do nova-iorquino nascido Carlos Estevez passava por sérios questionamentos. Internações e overdoses, divórcios litigiosos e prisões por assalto (do qual ele admitiu culpa anos mais tarde), tudo culminou com o surto psicótico de Sheen no dia 24 de Fevereiro último. Convidado do programa de rádio de Alex Jones nessa data, o ator, que havia acabado de passar por mais um “programa de reabilitação” dentro de sua própria casa, o que provocara um hiato na gravação do programa da Warner, destilou veneno para o criador da série, Chuck Lorre, responsável, além de Two and a Half Men, pelo igualmente bem-sucedido The Big Bang Theory. Quatro dias depois, a Warner oficialmente declarou que Sheen era persona-non-grata nas dependências do estúdio. A resposta de Sheen: ir em rede nacional pedir por um aumento de 50% por seu salário na série, criar um Twitter que se tornou recordista do Guiness Book (escalada mais rápida a 1 milhão de followers) e ainda convencer meio mundo que o que ele estava fazendo era vencer (colocando #winning nos TTsWorldwide).

Ufa. Esclarecida toda a história, avancemos as conclusões, e ao que me guiou mais certamente a escrever esse artigo: em seu blog no site do Huffington Post, o colega de profissão e geração Alec Baldwin, outro que encontrou na TV, mais especificamente na fabulosa série 30 Rock, um porto-seguro para uma carreira que não andava tão brilhante, esclareceu bem para seus leitores (e para Sheen, que parece ter se esquecido) como as coisas funcionam em Hollywood. A verdade é que os insultos do ator foram apenas a gota d’água para a Warner, e tudo o que os estúdios que tem um astro problemático mas de alguma forma bem-sucedido nas mãos estão sempre esperando, é uma gota d’água. Para eles, é muito mais fácil ter um bom-moço que ganhe dinheiro para eles do que um bad boy que o público adore de alguma forma. E Sheen tomou o passo errado, na hora errada. A Warner simplesmente tomou a decisão que estava esperando para tomar a um bom tempo e disse: “Ok, Charlie, você nos deu um grande hit. Mas nenhum ator é maior que sua série. Chega”.

Como Baldwin, cuja única disputa notável com os estúdios foi mais um puxão de tapete que um executivo da Paramount o deu quanto as seqüências do sucesso Caçada ao Outubro Vermelho, do começo dos anos 1990, esclareceu em sua coluna: “Você não pode ganhar”. Não quando os estúdios querem o astro “viciado em drogas, namorado de uma atriz pornô” fora de suas fileiras de uma vez por todas. E Alec está certo, como ele quase sempre costuma estar. Nos últimos dias, Sheen anunciou no Twitter que vai sair em turnê pelos Estados Unidos com um show de stand-up intitulado (em tradução livre) “Meu Torpedo de Verdade/Derrota Não é Uma Opção”, enquanto a Warner já sonda Rob Lowe, recentemente visto como regular em Brothers & Sisters, para assumir o papel de Charlie Harper em Two and a Half Men. Pode ser que a sensação do Twitter garanta ao ator Charlie uma boa dose de fogo nessa turnê, mas manias da Internet, como o tempo nos ensinou, passam no final das contas,  e o personagem Charlie vai acabar vencendo.

Afinal, nenhum ator é maior que seu show. E isso, meu caro Charlie Sheen, com certeza não é a melhor definição de vencer.

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Fique sóbrio, Charlie. E volte para a TV, se não é tarde demais ainda. Estamos todos na América. Você realmente quer irritar Chuck, a Warner e a CBS? Implore por perdão para a América. Eles vão te dar esse perdão. Você é um grande astro da televisão. E você tem o sucesso. Como eu aprendi observando de perto Tony Bennett para imitá-lo no Saturday Night Live, isso foi feito para ser divertido”

(Alec Baldwin em sua coluna “Dois Homens e Meio é Melhor que Nenhum”)

11 de mar. de 2011

As lágrimas não pedem, mas merecem perdão, por Talita

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Tempos difíceis. Tudo parece incedifrável, instransponível. E novamente estou aqui, questionando as coisas que não posso entender, esperançosa de que qualquer coisa servirá para aquecer minha alma tão fria. Realmente, eu não pude entender certos comportamentos. Eu tentei, juro! Mas não há nada em minha mente capaz de mostrar o caminho para te compreender. Talvez eu sempre espere muito mais das pessoas do que, na verdade, elas podem me oferecer. E elas não se importam com isso. Para que eu nunca signifiquei algo suficientemente bom para merecer uma palavra sincera. Não quero ficar dando voltas e esquecer do assunto pelo qual comecei a escrever: o perdão. Imagino que vocês devam estar espantados com essas revelações. Entretanto, libertei as emoções que há muito estavam escondidas.

Eu não consigo disfarçar minha angústia, fantasiar minhas lágrimas, mascarar meus pensamentos. E não quero. Prefiro ser esperançosa e acreditar que a vida me dará uma segunda chance. E quando acontecer, que eu tenha coragem para dizer o que meu coração não pode armazenar; aquilo que ficou lá no fundo, nas profundezas da minha válvula atrioventricular. Mas quer saber? Eu não me importo. Desta vez parece real. Estou segura que a história não se repetirá e, esta decepção, eu não verei mais. Simplesmente pelo fato de que perdoei. Perdoei os sorrisos pela metade; as frases inacabadas; os olhares desviados; as mentiras; as ofensas; o desprezo; o esquecimento. Perdoei o tempo, por ter me tirado as coisas e as pessoas que eu mais amava. Incrivelmente, hoje eu dei liberdade condicional para as mágoas. E me sinto mais leve. Mais feliz.

Agora eu posso ver os fatos com mais clareza, analisá-los com coerência, aceitar a verdade nua e crua. Sobrevivi! Mesmo com todo o caos que minhas ideias me proporcionam, eu posso dizer que sou uma sobrevivente; que venci o medo de dizer adeus e o fantasma do abandono.

Foi sublime. Assim como as palavras do excelentíssimo Eça de Queiroz (sim, o autor de A Cidade e As Serras, o livro mais aterrorizante do Ensino Médio): “Não haveria o direito de vencer, se não houvesse o direito de perdoar”. Mágico. Poderoso. Tranquilizante. Nunca tinha me dado conta de como milésimos de segundos poderiam mudar minha vida. Eles são milagrosos. É triste que nem todos tenham vivido essa sensação. Poucas coisas são tão gratificantes. Perdoar é. Depois que tomei a decisão  de relevar certas coisas que não me agradavam, minha consciência livrou-se das suspeitas. Agora eu só preciso viver daquilo que o presente tem guardado para mim. Esperar pela chance de refazer meus erros.

Simples como respirar. Complexo como física. Acho que no final das contas, eu tenho que me perdoar por ter pensado um dia que tudo estava cabado. E que assim seja.

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http://losemy-breathe.blogspot.com/

Talvez minha vida não tenha estado tão caótica. É o mundo que o é, e a única real armadilha é se ver amarrado a alguma coisa. A ruína é uma dádiva. A ruína é a estrada para a transformação”

(Elizabeth Gilbert, vivida por Julia Roberts em “Comer, Rezar, Amar”)

Angel of mercy, how did you find me?/ How did you pick me up again?/ Angel of mercy, how did you move me?/ Why am I on my feet again?”

(OneRepublic em “Mercy”)

6 de mar. de 2011

Sol, por Caio Coletti

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Problemas demais. Questionamentos demais. Pressões demais. Informação demais. Minha mente poderia explodir a qualquer momento. E ainda pode. Mas agora, se o fizer, vai ser com a certeza de que tentou lidar com todos esses excessos de uma forma que irradiasse luz e fazesse tudo valer a pena.

Não quero ser a luz que cega, que ofusca os olhos e os faz mais turvos do que deveriam ser. Quero ser a luz que esclarece, a luz que repuxa o canto dos lábios em um sorriso e, por mais óbvio que possa parecer, a luz que ilumina. Ilumina a alma, o pensamento e o coração. Ilumina cada detalhe de cada momento, fazendo-o refletir em nossas linhas tão perfeitas quanto poderiam ser.

Quem somos nós para dizer não? E porque nossas ideias, ao invés de nos libertar como deveria ser, nos prendem? Eu sei que esse conceito em uma folha de papel não é novo, mas eu quero viver como se cada segundo fosse a oportunidade de provar do próprio néctar da vida. Eu quero não saber para onde estou e para onde vou, mas quero ter a certeza de cada passo pelo caminho. E, mesmo que não tiver e faça errado, que eu não me arrependa. Antes um erro, que me fez aprender, do que uma oportunidade perdida, que de nada me adiantou.

Eu quero ver o Sol nascer no horizonte e ver que ele é como eu, cada dia diferente e mais belo, e ainda assim percorrendo o mesmo trajeto. Eu quero refletir a luz dos astros no céu direto para os olhos daqueles que eu amo. E eu quero amar como se nunca tivesse amado na vida, como se tudo dependesse de um movimento, como se o mundo pudesse desabar em minha cabeça a qualquer momento. Ele pode, na verdade.

Vivemos, todos, sim. Mas só vive, de verdade, por inteiro, quem sabe a extensão do crime que é deixar passar tanta coisa bela e luminosa pelo caminho. É preciso se agarrar a cada chance de amor, a cada momento verdadeiro, a cada abraço e a cada saudade. É preciso ser sincero com o que se sente, com o que se pensa e com o que se faz. É preciso falar. Se fazer ouvir. Deixar para trás o medo de paracer ridículo. Como se sentir, seja lá o que se sinta, possa ser realmente ridículo se é justamente o que nos faz humanos.

Todos nós precisamos de um Sol. Você foi e ainda é o meu. Uma luz que incidiu sobre mim, vinda de um palco no qual eu nem mesmo esperava pisar. Chame-me de dramático, exagerado, idiota. O que quiser. Mas decidi que ser verdadeiro comigo mesmo é ainda mais importante do que evitar ser tudo isso. E foi você quem me fez ver que eu podia fazer essa escolha.

E a sociedade, bom, ela que espere em seu canto, com suas informações e pressões excessivas. Nós somos imunes a isso. Você sempre foi, e agora eu também sou. Eles pisam aqui na Terra, pensando ser divinos. Mas nós, tão mera e assumidamente humanos e falhos que somos, caminhamos mais alto, ao lado do Sol, iluminando o mundo inteiro, um pouco de cada vez.

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Para a Gabis Paganotto, o meu Sol, mais brilhante a cada dia.

Quando o segundo Sol chegar/ Para realinhar as órbitas dos planetas/ Derrubando com assombro exemplar/ O que os astrônomos diriam se tratar de um novo planeta”

(Nando Reis em “Segundo Sol”)

Tudo é mais bonito e simples/ Quebro agora os meus limites/ Tenho o mundo inteiro a me esperar/ Esqueço que a razão existe/ Espero o amor que ainda insiste/ Sempre a me levar pra algum lugar”

(Jullie em “Roteiro Sem Final”)

2 de mar. de 2011

Gabis Paganotto Especial – Oscar 2011

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Os homens que me perdoem, mais a noite do Oscar é feminina. O Red Carpet com certeza é a prova viva disso, onde as mais belas mulheres de Hollywood desfilam com seus vestidos mais que glamurosos.

A noite foi recheada de modelos pra lá de inovadores.Me arriscaria a dizer que esse foi um dos mais belos red carpets da história.  Os 8 mais belos vestidos da noite foram desfilados por:

Scarlett Johansson, um D&G maravilhoso,meio romântico com um corte sereia , justo no corpo e bem aberto na cauda, de cor vinho que fugiu do 'nude' geralmente usado em modelos românticos.

Halle Berry, com um vestido champgne com detalhes em prateado, um modelo tubinho longo  simples no corpo que se destaca na cauda, bem volumosa e trabalhada em tecido diferente do restante do vestido. Aliás, essa foi a têndencia do 'red carpet' esse ano. Vestido em si simples (sem deixar de ser glamurosos) com cauda muitissimo trabalhada no volume principalmente.

Amy Adams, com seu tubinho longo azul muito brilhante, sem ser exagerado. Um look perigoso pois fica dificil harmonizar maquiagem e cabelo , com um look que chama tanta atenção. Mas Amy se saiu muitissimo bem na tarefa deixando a maquiagem bem leve.

Hilary Swank, com um vestido trabalhado na plumagem. Hilary beirou a homenagem a Cisne Negro, ou no seu caso cinza. Porém a harmonia de cores e a simplicidade do corte do vestido transformaram a "quase catastrofe" em um dos vestidos mais belos da noite, chamativo sem ser ridiculo à lá Bjork. A ausência de bijouterias e maquiagem pesada (mesmo caso de Amy) deixaram o destaque todo no vestido, uma escolha peculiar para Hilary, que prefe sempre os mais nudes, porém de muito bom gosto.

Melissa Leo, uma perfeita camponesa glamurosa é como eu definiria o look de Melissa. Extremamente romântico o look não deixou a desejar e deu um ar 'leve' em meio a tantos vestidos brilhantes e espalhafatosos. A renda está super na moda esse ano em look básicos, levar essa "moda de rua" ao red carpet sem deixar o glamour de lado, não deve ter sido uma tarefa fácil porém muito bem cumprida por Mel.

Sandra Bullock, o look perfeito da noite. Sandra apesar de escolher um tipo de vestido comum no red carpet ousou e muito no vermelho Carolina Herrera. Maquiagem e a ausência de bijouterias deixaram o look elegantissimo. De básica, Sandra com certeza foi o destaque da noite com seu modelito.

Mandy Moore, ousou e demais no brilho. O look apesar de muito brilhante, foi simplificado pelo tecido que fazia parecer que Mandy tinha a pele brilhante e não o vestido. Foi esse efeito "segunda pele" que deu leveza ao look e fez com que ele ao invés de parar nos piores vestidos da noite, fosse para os mais elegantes.

Reese Witherspoon, o look Barbie da noite. Um longo elegântissimo que remetia a Barbie Oscar  (colecionadores conheceram, quem não, joga no Google) , não tenho comentários pra esse vestido harmônicamente perfeito, sem falar na modelo (sou fã de Reese descaradamente).

Mas como tudo não é só brilho e Glamour tivemos as “catástrofes” da noite, é claro, e esses não vou perdoar. Os cinco looks mais catastróficos da noite são :

Nicole Kidman misturou gueixa com Estátua da Liberdade. Ok, é uma festa de premiação dos melhores filmes do mundo Nic, mas não precisava incorporar o espirito, né benhê?

Anne Hataway e seu vestido estofado de discoteca anos 60, azul ainda por cima. (Embora ela tenha estado fabulosa em todos os outros looks).

Penélope Cruz sempre tão bem vestida decidiu dar uma de Avril nesse Oscar e dizer "What the Hell?" com um vestido que mais parecia de casamento de prima de terceiro grau.

Cate Blanchett deve ser fã de a "Bela e a Fera", e ai se vestiu de poltrona falante. Pena que na festa errada. O Carnaval ainda não começou Cate.

Mas o primeirissimo lugar vai indiscutivelmente para a Gwyneth Paltrow. Mas também gente, se ela deu o nome de Apple pra filha, como que ela vai escolher um vestido, né?

Espero que gostem. Beijos, fashionistas!

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P.S.: Acostumem-se com a Gabis por aqui, leitores, porque uma vez por mês, nas quartas-feiras da semana de variedade, ela vai assinar um artigo sobre moda! É oficialmente a primeira colunista d’O Anagrama. Desde já, é uma honra tê-la em nossas fileiras. ;D

Moda não é algo que exista apenas nos vestidos. A moda está no céu, na rua, a moda tem a ver com ideias, com a forma como vivemos, com o que está acontecendo. Por isso, a moda é passageira, mas o estilo é eterno”

(Coco Chanel, estilista francesa)