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19 de dez. de 2013

Review: “Gravidade” usa e abusa de tudo que o cinema pode e deve ser

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por Caio Coletti

Alfonso Cuarón nunca foi um dos meus diretores contemporâneos preferidos. Bissexto, por vezes polêmico e saudado pela crítica como um “virtuoso” de sua função por trás das lentes, sempre ao lado do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, o mexicano de 42 anos guarda muitas semelhanças com Stanley Kubrick, o obsessivo mestre americano morto em 1999. Não é a toa, portanto, que poucas ou nenhuma crítica de Gravidade, mais recente filme de Cuarón, deixe de citar 2001: Uma Odisséia no Espaço, filme mais celebrado – e menos compreendido – da carreira de Kubrick. As semelhanças existem, porque ambos são filmes que confiam na técnica cinematográfica como ferramenta pivotal no desenvolvimento da história que pretendem contar. É justamente onde se afasta de 2001, no entanto, que Gravidade realmente triunfa.

Onde Kubrick quis contar a história magnânima da humanidade, dos macacos aos homens passeando pelas estrelas, de criatura a criador e de volta outra vez, Cuarón prefere firmar seu filme, com convicção, num arco de personagem particular. Ao partir do microcosmos de sua protagonista, em busca de recuperar as forças depois de uma tragédia pessoal, e se vendo em meio a um pandemônio espacial angustiante, o diretor e roteirista (ao lado do filho Jonás Cuarón) parece fazer um retrato muito mais honesto e bem capturado de quem somos como seres viventes do que Kubrick jamais pode alcançar. Gravidade é aquele ponto pivotal do amadurecimento de Cuarón como cineasta, em que o mexicano parece se dar conta que cinema não é só uma forma de arte visual, e que construir uma narrativa contundente e envolvente para casar com seus desbundes técnicos é não só necessário, como muito mais satisfatório.

O filme, só para o caso de você ter vivido em uma caverna nos últimos meses, conta a história de Ryan Stone (Sandra Bullock), cientista em missão especial para a NASA que se vê em uma situação desesperadora quando a chuva de detritos de um satélite destruído destrói a sua equipe, deixando ela e o experiente astronauta Matt Kowalski (George Clooney) em seus trajes espaciais, vagando pelo enorme vazio da órbita da Terra em busca de alguma estação espacial que ainda não tenha sido destruída pela mesma e acumulativa “chuva de destroços”. Vocês se lembram daquele slogan no poster do primeiro Alien? “No espaço, não dá para ouvir você gritando”. Um infinito, silencioso e sufocante vazio é o vilão de Gravidade, e ele é mais assustador do que qualquer monstro alienígena.

A força do filme vem tanto das situações angustiantes que essa premissa básica gera, firmando Cuarón como um dos grandes mestres da manipulação de emoções e ansiedades do espectador (A Vila, de M. Night Shyamalan, e Argo, de Ben Affleck, vêm a mente), quanto do arco temático bem claro que a personagem de Sandra Bullock desenha. Nesse sentido, é claro, a performance da atriz é fundamental, e a tão celebrada preparação minuciosa de Bullock para o papel vale a pena: com as feições mais expostas pelo cabelo curto, a expressão dura e uma miríade de emoções à flor da pele para expressar, a atriz mostra que talvez a Academia tenha lhe dado o Oscar muito cedo. Gravidade é, definitivamente, seu trabalho mais difícil, e mais sólido.

Clooney, que (spoiler) desaparece lá pela metade do filme e só volta para uma rápida cena perto do final (/spoiler), está bastante confortável como o equilíbrio tonal do filme de Cuarón, dando a tragédia de Ryan uma perspectiva diferente. Carismático como de costume e de presença marcante, especialmente com o trabalho de voz, Clooney faz com que a perspectiva de ter Robert Downey Jr. no mesmo papel – o ator de Homem de Ferro só desistiu por conflitos de agenda – seja inimaginável.

Dito tudo isso, está na hora de admitir: Gravidade é mesmo um triunfo técnico de cinema, com seus longos takes únicos (16 minutos é o tempo que dura a tomada inicial!), seus efeitos especiais sem precedentes e sua construção visual que discretamente foge do senso comum da ficção científica. A câmera viajante de Cuarón e Lubezki parece estar em gravidade zero junto com seus personagens, mas nem por isso vê desculpa para ser instável e desconfortável. Eventualmente, essa observação meio errante produz imagens absolutamente impressionantes, ao mesmo tempo que não esquece da simbiose entre o visual e a narrativa, utilizando recursos como a colocação da câmera em primeira pessoa com o personagem para realçar sensações já estabelecidas no papel.

Aqui, Cuarón arquiva um verdadeiro triunfo, e definitivamente um dos melhores filmes de 2013, mas só o faz porque consegue entender que sua virtuosidade com o meio cinematográfico precisa estar casada com uma história que diga algo, e priorize dizer algo, sobre a natureza humana. O cinema pode ser o meio perfeito para pintar verdadeiras telas impressionistas com a câmera, mas não faz sentido fazer arte se ela não for dizer algo sobre e para quem a receber. Gravidade, apropriadamente, é um filme sobre ter as forças de colocar os pés no chão e seguir em frente, e sobre como facilmente nos deixamos desligar do mundo quando mergulhamos nos nossos próprios dramas. Só por isso que a presença constante da Terra no canto da tela captada pelo diretor, um deleite visual entre muitos do filme, adquire um significado. Eternamente vagando pelo espaço, nos deixando engolir pelo vazio, nos esquecemos muitas vezes que existe um mundo todo para além de nós mesmos.

***** (5/5)

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Gravidade (Gravity, EUA, 2013)
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney
91 minutos

18 de dez. de 2013

Review: Mom, 01x12 – Corned Beef and Handcuffs

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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

por Caio Coletti

E aqui estamos, na metade da primeira temporada de Mom, com a série nos dizendo “até logo” até o meio de Janeiro em um episódio que é tão tipicamente dela que fica difícil argumentar contra o ponto de que Mom construiu sua identidade com perícia que poucas séries estreantes tiveram nessa fall season. “Corned Beef and Handcuffs” tem o tipo de roteiro que sai da linha de produção de Chuck Lorre e cia sem esforço: uma trama desenhada em meros rabiscos, pontuada por longas digressões cômicas, se desenvolve em tela para dizer algo sobre o tema e os personagens da série. Sim, ainda estamos no primeiro ano, e há muito o que dizer sobre esses personagens que não sabemos, mas não vamos chorar pelo que ainda não foi feito. Hoje, Mom nos dá muitos motivos para festejá-la.

Primeiramente, a aguda consciência que a série tem de si mesma e do que precisa ser realçado ou tirado de foco na sua história inicialmente multifacetada é um bônus. “Corned Beef and Handcuffs” maneja muito bem o problema do ambiente de trabalho, dando ao cenário um uso lógico e entrelaçando um dos elementos dele na trama principal, que precisa ter certeza de estar sempre focada em uma ou mais das personagens femininas fortes construídas pelos escritores. O eleito para fazer essa “migração” é, justificadamente, o Chef Rudy de French Stewart, um dispositivo cômico sempre eficiente que ganha um episódio todo para mostrar o quão valioso pode ser para Mom.

Em alguns sentidos, “Corned Beef…” é o show de Stewart, que consegue expandir a sua performance “de uma nota só”, vista nos outros episódios, para um tipo de comédia física ao mesmo tempo contida e extremamente gráfica, instintiva para o espectador. O carisma do ator de 3rd Rock From the Sun é evidente, e seus momentos com Allison Janney são brilhantes jogos de cena entre dois intérpretes maravilhosos. Uma vez que o final do episódio dá a entender que esse estranho e sadomasoquista relacionamento entre os dois deve se tornar algo recorrente, é bom que, além de uma desculpa para ter Janney e Stewart contracenando, a trama seja um adicional bacana para a discussão de Mom sobre as barreiras da “decência”.

Ao posicionar no centro do palco personagens como Bonnie e Christy, alcoólatras reformadas que tentam seguir suas vidas com obstáculos estressantes e manter o bom humor, Mom já se fez uma sentença bem forte. No entanto, a série se presta a discutir o quanto nossa sociedade olha para esse tipo de pessoas como “degenerados”, descobrir o porquê dessa percepção, e então virar do avesso a relevância de questões como sexualidade, religiosidade e dignidade. Quem diria que uma comédia tão sutilmente inteligente nasceria da mente do homem que nos “deu” Two and a Half Men?

Observações adicionais:

- “I’m not happy with how my urine smells” “Then stop smelling it!”

- “I will bid you adieu” “À la prochaine” “Yeah. I just know adieu”

- “He’s gonna eat her?”

- “Walk of shame?” “Stride of pride”

- “I don’t know, it’s a tomato thing!”

- A montagem nesse episódio está um pouco estranha, com partes que atrapalham o desenrolar da história, cortes bruscos e a mania de filmar atores em pleno diálogo em “shots” individuais. Não é um bom sinal para Jon Cryer, o Alan de Two and a Half Men, que já testou a mão na direção na própria série.

***** (4,5/5)

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Próximo Mom: 01x13 (13/01)

17 de dez. de 2013

Review: Masters of Sex, 01x12 – Manhigh

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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

por Caio Coletti

É magistralmente apropriado que essa primeira temporada de Masters of Sex termine em um momento tão silenciosamente sincero quanto o diálogo entre Bill e Virginia, à porta da casa dela, com uma chuva torrencial do lado de fora, quando o Dr. Masters, olhos um pouco desfocados pelo álcool, cabelo e terno desarrumados pelo clima, profere as últimas palavras desse primeiro ano do programa: “I finally realized that there is one thing I can’t live without. It’s you”. Apropriado porque no caminho dessas doze semanas acompanhando a jornada desses personagens, Masters aos poucos passou de um show nada sutil para um dos dramas mais afeitos a passar seu ponto com discrição. “Manhigh”, o finale do qual tratamos agora, é o ápice dessa tendência mais do que bem-vinda que os escritores da série absorveram, de não fazer alarde nem apressar os acontecimentos da trama.

Masters of Sex, em sua trajetória de série estreante, se tornou um lugar especial na televisão em que a uma trama é dado o luxo de tempo e espaço para respirar antes de conduzir os personagens a determinadas ações. Previsivelmente, dessa forma essas ações se tornam muito mais compreensíveis, e num momento de decisão como esse episódio derradeiro da temporada, isso fica evidente: nós entendemos porque, no final do episódio, após ter o seu bebê em uma maternidade de um hospital para negros, Libby não se apressa em chamar Masters para dar a notícia; entendemos porque Jane se sente tão atraída por Lester e seu idealismo às vezes bobo, mas integralmente romântico; entendemos porque Margaret, após saber que o marido estava pensando em procurar tratamentos para a homossexualidade, vai aprender mais sobre o assunto e acaba acconselhando-o a não tentá-los; entendemos porque Bill puxa a culpa para si quando ele e Barton são confrontados pelo chanceler da universidade sobre o estudo que foi realizado pelas costas do mesmo (e cujos resultados causaram revolta na comunidade médica). Não são motivos fáceis de por em palavras, mas eles estão lá, inescapáveis para quem esteve com esses personagens. Essa é uma mágica que existe dentro do processo narrativo, mas raramente é acessado e exigido de maneira tão paciente pelos escritores.

O episódio todo é construído em cima da grande apresentação do trabalho de Bill, que agora se aproxima. Um breve prólogo resolve algumas questões e coloca as peças no lugar, o segmento dedicado a apresentação em si brilha com uma luz fascinante de expectativa e excitação da descoberta, mas o estágio mais importante vem depois. Curioso como Masters faz com que as consequências de recepção ao estudo de Bill sejam o ponto principal da trama, porque essa decisão não só aumenta os riscos para os personagens no finale, como lhes dá uma “conclusão” mais ou menos encaixada, e também mostra que o nome do meio dessa série é ímpeto narrativo. As coisas nunca param de se mover em Masters, e existe muita realidade nisso, especialmente nos paralelos sempre presentes entre o âmbito social e as particularidades dos personagens, uma das espinhas dorsais da temporada, e um aspecto amplo que é muito bem explorado aqui.

Aí entra também um aspecto da série que eu particularmente sempre achei fascinante: em sua discrição dramática, Masters também é uma operística tragédia de limites sobre personagens que se colidem com concepções e preonceitos sociais parecidos, e provocam conflitos que são exclusivamente derivados de ideias que não são nem mesmo totalmente deles. Essas são pessoas que estão constantemente se colocando no caminho de complicações e circunstâncias dramáticas, e isso é tristemente fascinante de observar, e um prato cheio para o elenco.

Michael Sheen tem feito um trabalho tão magnífico durante toda a temporada (a indicação ao Globo de Ouro que o diga) que esse finale parece um floreio a mais para adicionar a sua atuação, com um toque de vulnerabilidade e uma pincelada de amargura; Lizzy Caplan, apesar das limitações de seu personagem, tem feito um bom trabalho e tira o máximo que pode dos momentos em que pode mostrar a Virginia verdadeiramente humana – seja na ligeira ansiedade que está em seu entusiasmo científico, seja nos olhos duros que vem a tona quando Ethan a pede em casamento. Allison Janney entrega cena comovente atrás de cena comovente, mas por tudo o que se fala dela nas críticas de Masters, pouco de falou de Beau Bridges. O “irmão do Jeff” passa pelo choque, pelo arrependimento, pela angústia e pelo afeto desmedido de mãos dadas com seu personagem, e  nesse processo extremamente transparente deixa escapar todos os conflitos que o Barton escancara no espectador contemporâneo.

É ao seguir o tom de Bridges que Masters finalmente mostra a que veio na sua vontade de discutir a homossexualidade. O tema, afinal, é essencial para o alcance de uma série que discute o comportamento sexual e a intimidade humanas, e faltava tratá-lo como tal. Aqui, a roteirista MIchelle Ashford prefere não isolar Barton e Margaret em sua sub-trama própria, e ao invés disse interliga a evolução do personagem de Bridges com a da percepção sexual estimulada pelos estudos do Dr. Masters. Esperemos que a série pegue carona com essa tendência do finale, porque a discussão homossexual é um belo adendo a uma já boa paleta de cores. Por fim, “Manhigh” é sobre a força que a sensação de descoberta pode provocar. É sobre essa força reagindo tanto sobre a sociedade quanto particularmentr sobre os personagens. E é uma sinfonia tão bem arranjada quanto todo o restante da temporada.

Observações adicionais:

- Michael Diner assume a direção no finale, e arquiva um trabalho de câmera classicista e muito bem pensado, com longos takes e uma linguagem bastante cadenciada. Até o jogo de fugas e entreolhares de Bill e Virginia ganha contornos mais amargos em seu tratamento visual.

- Com o “crescimento” da Dra. De Paul como personagem, a série aperta novamente o botão do “mulheres tem que fazer mais”, mas deixa claro que isso só é uma realidade para essas mulheres porque elas mesmas não se dão conta do preconceito imposto a elas. On the other hand, a série sugere que a Dra DePaul realmente PRECISA fazer mais por si mesma se quiser chegar onde quer.

- É notável que Masters não perca o humor. Sheen é ótimo em virar do drama para a comédia sem uma mudança de tom muito desorientadora de personagem, e Heléne Yorke está fabulosa como sempre.

***** (5/5)

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Masters of Sex está confirmada para uma segunda temporada!

Pixie Lott volta toda trabalhada no soul com novo clipe, “Heart Cry”

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por Caio Coletti

Lançando o primeiro álbum, Turn it Up, aos tenros 18 aninhos, a princesa do pop britânico Pixie Lott mostrou que não era artista de uma estética só no segundo, Young Foolish Happy, em que largamente deixou para trás o sentimento soul da estreia em favor de um resgate mais do que bem-vindo do R&B e do hip hop do começo do século XXI.

Lá se vão três anos, e hoje Pixie, prestes a completar 23 de vida, lançou o primeiro clipe que antecipa seu terceiro álbum, auto-intitulado, já marcado para 2014 (e com a capa aí em cima). “Heart Cry” é uma balada que sinaliza um retorno as raízes sem deixar de inovar, ecoando teclados e corais da Motown setentista num instrumental mais soul que qualquer coisa no YFH.

John Mayer e Katy Perry querem fazer meio mundo de fãs terem um ataque cardíaco com o clipe de “Who You Love”

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por Caio Coletti

Katy Perry não é a primeira namorada com quem John Mayer grava um dueto: lá em 2009, “Half of My Heart” contava com a discreta participação de Taylor Swift, no entanto nem creditada. A participação mais destacada de Katy na linda “Who You Love”, do último álbum do moço, e o novo clipe lançado para a canção talvez não signifiquem que esse é um relacionamento mais sério do que os outros, mas com certeza diz que esses dois querem ver os fãs sofrerem.

Ou justamente o contrário, é claro. No novo vídeo, entremeado com cenas de diferentes casais. bem diversos em termos de raça e sexualidade, em câmera lenta sobre um touro mecânico, Katy e John aparecem cantando a música em um clima bem romântico, que confirma que a química entre eles é bem palpável.

16 de dez. de 2013

Rihanna é a psiquiatra de Eminem no clipe de “The Monster”

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por Caio Coletti

A fase do The Marshall Mathers LP 2 pode soar como um ato de arrependimento (embora não de absolvição ou perdão) para Eminem, mas é também uma tremenda massagem de ego. “The Monster”, o novo e ótimo clipe retirado do disco, não só traz de volta a parceria com Rihanna, firmada no ultra-uber-hit “Love The Way You Lie”, como também reencena vários momentos célebres da carreira do rapper para refletir no “monstro debaixo da cama” com o qual o refrão diz que Eminem é amigo.

A cantora barbadiana, que ASSASSINA os vocais do refrão, diga-se de passagem, aparece no vídeo como a psiquiatra de Eminem, e depois cantando com um figurino provocante em frente a uma porta fechada, por trás da qual algo bastante forte parece se debater. Ou a gente está pensando demais. No mundo auto-referencial de Eminem, é fácil se perder.