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17 de jul. de 2012

Você precisa conhecer: Alpine.

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por Caio Coletti
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O Alpine é uma das bandas para se ficar de olho da nova safra do pop australiano. Fundada em 2009 e com um EP do ano seguinte intitulado Zurich, que produziu os singles "Heartlove" e "Villages" (cujo videoclipe brilhantemente produzido e fotografado garantiu a atenção do público indie), as canções do sexteto são baseadas em riffs de baixo fortes, intervenções de sintetizadores e uma mistura bem equilibrada de alt-rock e synthpop.

Os vocais das duas integrantes femininas do grupo remetem às músicas do Goldfrapp em seus momentos mais pop (o Head First e o Supernature, pra ser mais claro). Em novembro passado, o single "Hands" supreendeu o público com um dos videoclipes mais intrigantes do ano e uma sonoridade atmosférica e envolvente.

Agora é a vez de “Gasoline”, que vem com o anúncio de primeiro single do álbum de estreia da banda, o A is For Alpine, marcado para lançamento em 10 de Agosto. O clipe bizarro retrata a caçada por um Abominável Homem das Neves, enquanto a canção desfila uma letra que inclui o verso “há gasolina nos seus olhos, e fogo nos meus”.

16 de jul. de 2012

Review: Fuja das comparações com O Espetacular Homem-Aranha.

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por Caio Coletti
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Homem-Aranha, a primeira produção de 2002, foi um marco do gênero dos filmes de super-heróis. Junto com o X-Men de Bryan Singer, o filme dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire ajudou a consolidar o nome da Marvel no meio cinematográfico e, com seus 821 milhões de dólares arrecadados na bilheteria mundial, provou que o público queria ver vigilantes mascarados numa tela de cinema. Para os fãs dos quadrinhos, o primeiro filme e suas duas continuações, apesar de serem distintamente marcados com o estilo e a identidade do diretor Sam Raimi e conterem diversas “adaptações” para o meio cinematográfico, capturaram também a essência familiar que é o diferencial do Homem-Aranha entre os personagens da Marvel, e retrataram um Peter Parker perfeitamente constrangedor e naturalmente tenso na pele de Maguire.

Ciclo fechado na trilogia de Raimi com Homem-Aranha 3, de 2007, que marcou 890 milhões de dólares mundialmente, é claro que não ia demorar para se falar em algum tipo de seguimento para a jornada do personagem no cinema. O Espetacular Homem-Aranha é um reboot que pega carona numa tendência dos quadrinhos mais contemporâneos (e, não por coincidência, também dos recentes filmes de super-heróis) de mesclar a realidade do personagem principal integralmente com a do público jovem. Na série especial de histórias Guerra Civil, Peter Parker é zombeteiro e encantado com as possibilidades do poder que tem nas mãos. Aqui, também. O Peter de Andrew Garfield (A Rede Social) ainda é o garoto que não é aceito nos círculos sociais mais elevados do colegial americano, mas é também, impreterivelmente, muito cool, e descaradamente mirado no público adolescente.

O vilão da vez é o Lagarto, que se torna uma ameaça quando o Dr. Curt Connors (Rhys Ifans, de Little Nicky, um pouco menos canastrão que o normal) resolve se tornar cobaia do próprio experimento de regeneração de membros e acaba se tornando uma espécie de réptil mutante com planos de espalhar sua “modificação genética” por toda Nova York. A origem do herói você, leitor, com certeza já conhece, então não vou desperdiçar linhas recontando história antiga. O roteiro de James Vanderbilt (Zodíaco), Alvin Sargent (que trabalhou nos dois filmes anteriores da série) e Steve Kloves (Harry Potter) mexe pouco nessa área, adicionando um tempero de mistério com o destaque dado ao paradeiro desconhecido dos pais de Peter, mas em geral se tornando por vezes até maçante nas suas obrigações como um “novo” filme de origem para o herói.

Nesses momentos maçantes, quem segura o filme é Andrew Garfield. O ator empresta leveza, naturalidade, profundidade e um carisma absurdo ao herói, provando que sem dúvida nenhuma tem os requisitos para se tornar astro da lista-A de Hollywood. Se depender dos 137 milhões arrecadados na primeira semana de exibição nos EUA, ele com certeza vai ter muitos holofotes sobre si. Aumentarão também as luzes colocadas sobre Emma Stone (Histórias Cruzadas, A Mentira), que entrega um retrato sensível de Gwen Stacy, numa colocação do roteiro que repara a inversão de Sam Raimi quanto a primeira namorada de Peter (na trilogia original, ao contrário dos quadrinhos, a Mary Jane de Kristen Dunst aparecia antes de Gwen, feita por Bryce Dallas no terceiro filme).

Do elenco coadjuvante, destaque para Martin Sheen, também um dos responsáveis por tornar interessante o início do filme no papel do Tio Ben, que tem destino semelhante ao interpretado por Cliff Robertson na trilogia de Raimi. Tia May é encarnada por Sally Field, a atriz de drama por excelência, em uma adorável encarnação de uma dona de casa ainda absolutamente bondosa e condescente, mas um tanto menos sábia e, talvez, um bocado mais frágil. Na direção, Marc Webb, que estreou em longas-metragens com o celebrado (um tanto exageradamente) 500 Dias com Ela faz um trabalho surpreendente. Ele adiciona leveza a encenação e sabe lidar perfeitamente com os grandes efeitos especiais e cenas de ação, balanceando drama, comédia e aventura com a mesma maestria de Raimi, mas inserindo essa receita irresistível em um contexto mais terrenamente contemporâneo.

Essa não é a hora, nem o lugar, para julgamentos. Não há parâmetros de comparação entre o filme de Webb e os filmes de Raimi. São abordagens diferentes de um mesmo personagem. Talvez Peter e sua história percam aqui um pouco da doçura, mas ganham em realismo e identificação. Um tipo de identificação diferente que a trilogia original proporcionou, mas ainda, identificação. E, no fim de um filme hollywoodiano que quer a principio te divertir e só isso, essa conexão como o espectador é algo extremamente valioso. E é um bônus.

**** (3,5/5)

The Amazing Spider-Man
(EUA, 2012)
Direção: Marc Webb.
Roteiro: James Vanderbilt, Alvin Sargent, Steve Kloves.
Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Sally Field, Martin Sheen.
Duração: 136m

Madonna é uma festa ambulante em “Turn Up The Radio”.

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por Caio Coletti
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Saiu hoje (dia 16) o clipe de “Turn Up The Radio”, terceiro single do MDNA. No vídeo, sob a batuta de Tom Murro (responsável também por “Give it 2 Me” de Madonna), a rainha do pop passeia com um conversível pelas ruas de Florença, na Itália, sendo perseguida por fãs, papparazzi e escolhendo pessoas nas ruas para integrar uma espécie de “festa motorizada” ao som da faixa do novo álbum.

“Turn Up The Radio” é uma das canções do MDNA que tem o nome do DJ fancês Martin Solveig na co-produção e co-composição ao lado de Madonna. A letra clichê (“Eu quero ir rápido, e eu vou ir longe”) é facilmente perdoável graças à produção no estilo impossível-não-dançar e à melodia que ecoa os clássicos oitentistas da cantora. O impacto de “Turn Up The Radio” nas paradas só pode ser diminuido, mesmo, porque o clipe carece de punch e inovação de qualquer espécie.

Ao final do “passeio”, o motorista do conversível de Madonna pronuncia, em italiano: “A festa acabou agora, aperta os cintos, vadia”.

13 de jul. de 2012

Review: Um retrato contemporâneo com o “kin” do iamamiwhoami.

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por Caio Coletti
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Não seria possível julgar o kin, primeiro álbum oficial do iamamiwhoami, como um disco de estúdio comum. Nem possível, nem justo, diga-se de passagem. O histórico do projeto (não é adequado chamar o iam de “banda”) já é bastante não-convencional, tendo duas séries de vídeos acompanhados de música lançados online, além de um “concerto ao vivo” que foi transmitido pelo YouTube (mais detalhes desses projetos podem ser vistos no post de ontem do iJunior), todos calcados numa incansável experimentação musical com os dois pés fincados no eletrônico e no esforço para manter o mistério acerca dos nomes envolvidos nas produções. Ainda que os créditos do kin revelem que as canções aqui são escritas e produzidas, como já era especulado, pela cantora sueca Jonna Lee (também protagonista dos vídeos) e pelo produtor Claes Björklund, e as composições soem consideravelmente mais pop do que as investidas anteriores do iam, não se trata de um ajuste aos moldes.

kin é um álbum audiovisual, para início de conversa. Cada uma das nove faixas ganhou um vídeo antes mesmo do lançamento do álbum como pacote, no dia 11 de Junho último. O primeiro destes, “sever”, foi lançado em 14 de Fevereiro, e desde então teve início uma narrativa críptica, em que cada capítulo desafiava quem assistia a decifrar o rumo dessa história (todos podem ser vistos aqui). Especulações não faltam quanto as metáforas usadas pelo projeto, algumas reminiscentes da fase anterior (a história da madrágora) e outras que analisam novos elementos dos vídeos. A lenda da huldra, uma espécie de versão sueca (e terrestre) da sereia, é uma das teorias levantadas por quem acompanhou o desenvolvimento da trama.

As canções que foram lançadas desde Fevereiro tomam um estilo que, ainda que não se afaste da experimentação inerente ao projeto, são capazez de soar dançantes e sustentar-se por si mesmas. “sever”, entre seus corais, teclados, baixo lento e vocal agudo entoando uma melodia de canção de ninar, é como um envelope sonoro, que envolve o ouvinte a um ponto realmente impressionante justamente por não ser uma canção apressada. Lá se vão 1m30 na entrada da batida, e 2m30 para os sintetizadores adicionarem um crescendo repentino à canção. “play” destaca-se por seu ritmo absolutamente peculiar, combinando a batida da percussão com o baixo sintetizado e palmas que acrescentam um elemento R&B desacelerado à canção, influência que pode ser sentida também na composição melódica do pré-refrão (“my love for play!”). Uma canção de entrega, ainda que o vídeo acrescente o elemento da culpa, “play” é a emoção mais primária do kin, e ganhou tratamento musical adequado como tal.

Aparentemente preocupado em manter-se inovador e jamais repetir a si mesmo, o iamamiwhoami não se acomoda aos próprios moldes. “in due order” ganha acréscimo de guitarras, talvez pela primeira vez do projeto, em seus curtos 3m30, contribuindo para o clima mezzo opressivo mezzo sedado estabelecido principalmente pelos sintetizadores e pelo vocal de interpretação maliciosa. “rascal” é atmosférica com sua batida percussão-e-estalar-de-dedos, sua intervenção delicada de sintetizadores e seus corais longínquos. No final da canção, também pela primeira vez na história do projeto, é possível ouvir a voz de Jonna Lee pura, sem filtros ou modificações eletrônicas. Peça importante no jogo do kin, “rascal” é um tomo de auto-penalização serenamente tenso.

O destaque em “good worker” é a interpretação cuidadosa de uma das letras geniais do kin, uma mistura de duas vozes narrativas que brigam entre o inconformismo (“mas quem sou eu quando tudo o que sou é sua esposa designada?”) e o canto da sereia do refrão (“a negação é uma virtude”). “drops” empresta a batida constante do tecno, e também ganha pontos por um dos melhores vocais do projeto até hoje (o trecho “sticks like glue/obstructs my view” é entregue com um vibrato alcançado no limite da voz). “goods” é o aceno dos artistas em direção ao próprio público. “Eu realmente adoro a sua companhia, mas eu preciso trabalhar para mentê-los contentes”, “diga suas saudações com despedidas”. É o iamamiwhoami dizendo que se trata, apesar de uma estreia, também de um adeus (ou, melhor, um “até logo”), e não uma entrada do grupo em uma carreira convencional. Eles chegam quando tem algo a dizer, e arsenal musical o bastante para dizê-lo.

“kill” é a verdadeira conclusão da jornada do kin. Com a repetição insistente do verso “come on, just kill this” no refrão e a afirmação, logo em seguida, de que “uma era está se afogando em nossos sorrisos e risadas”, o iamamiwhoami escancara, para quem ouve/vê atentamente, que essa história se trata não essencialmente de madragóras, huldras e misticismo (ainda que use a abuse de tais metáforas pelo caminho), mas sim da mentalidade inerente ao mundo contemporâneo. Acompanhamos uma trajetória que começa na relutância e na negação (“sever”), passa pela progressiva entrega ao prazer (“drops”, “good worker”, “play”), prossegue na direção de uma tomada de consciência (“in due order”) e um amargo arrependimento com sentimento de auto-piedade (“idle talk”, “rascal”). Aqui, em “kill”, com sua batida sem peso e tom distante, assistimos a nossa personagem abraçando a própria natureza, moldada pelo mundo e, ao mesmo tempo, absolutamente maleável. “Toda essa comoção não vale a pena”, ela diz. É uma declaração de desapego e fluidez que talvez seja consequência de alguma auto-proteção, o álbum sugere. Mas não julga. Como artistas, o iamamiwhoami só faz constatar e representar. Se é um retrato triste ou não o do nosso tempo, a escolha é toda nossa.

***** (5/5)

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Lançamento: 11 de Junho de 2012.
Selo: To Whom it May Concern/Co-Operative Music.
Produção: Claes Björklund, Jonna Lee.
Duração: 43m29s.

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Notas (glossário):

Vibrato:
Vibrato é um termo que se refere tanto a oscilação proposital das cordas de um instrumento, causando um som “vibrante” ou “ondulante”, quanto a produção desse mesmo efeito, naturalmente, com a voz humana. Um exemplo recente é a cantora galesa Duffy, que usa e abusa (às vezes até no mau sentido) do vibrato nas notas finais de cada verso em canções como "Endlessly".

12 de jul. de 2012

Wynter Gordon, uma das melhores surpresas do ano, e seu “Stimela”.

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por Caio Coletti
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Wynter Gordon ter passado praticamente em branco com seu álbum de estreia, With The Music I Die, no começo de 2011, foi uma das maiores injustiças dos últimos tempos. Além de ótimo, o álbum marcava a entrada de uma artista única e extremamente talentosa no cenário musical. Agora, ela chega com “Stimela”, single do EP Doleo, primeiro de uma série intitulada Human Condition, lançado no último dia 09 de Julho.

“Stimela”, que é uma palavra sul-africana para “locomotiva”, conta com letra densa, em que Wynter se reveza entre lamentar as dores da vida (“como uma mariposa em uma chama/ a tribulação continua me encontrando”) e entregar a alma para algum amante ou entidade misteriosa (“eu me acomodei com bronze e ouro/ eu me vendi, vendi minha alma”). Sonoramente, a canção adequadamente ganha elementos africanos na percussão, sem abandonar o estilo eletrônico da cantora e deixando sua voz poderosa brilhar.

Já o nome do mini-álbum, Doleo, é a palavra latim para “dor”. O próximo da série de EPs, Furor, ainda não tem data de lançamento. Mas é possível ouvir todas as oito incríveis faixas de  Doleo no canal do YouTube da cantora.

A era BOUNTY e uma introdução ao iamamiwhoami.

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por iJunior
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É complicado falar sobre um projeto musical tão intenso, rico e impressionante como o iamamiwhoami. Deixarei aqui como foi a minha experiencia ou visão externa de tudo isso enquanto pude acompanhar, porque no fundo ninguém nunca soube tudo sobre eles, e talvez nem queiram saber, o gostinho da duvida e da surpresa sempre foi o ar mágico de tudo isso pra muita gente que teve a sortuda oportunidade de conhecê-los.

O que esperariamos de um projeto musical como o iamamiwhoami se ainda estivesse iniciando e tivessemos a chance de acompanhá-lo? Os virais deram inicio ao que hoje eu considero um dos maiores marcos da hostória da musica, um dos projetos mais inteligentes e musicalmente bem feitos da história surgiu de um monte de duvidas, especulações e até medo. Os preludes (veja o primeiro deles acima) eram bem sombrios, e era dificil pra muita gente ao menos tentar saber sobre o que se tratava; como trailer de filme, virais de propagandas ou mesmo, o que viria a ser provado, uma campanha de divulgação de um novo artista.

E qual artista? Essa era uma das maiores questões abordadas por quem resolvia enfrentar toda a estranheza dos videos - as cruzes, arvores com membros humanos, desenhos que apareciam do nada, entre outras coisas - e daí pra frente a curiosidade era iminente. Lady Gaga? Christina Aguilera? Little Boots? Até hoje se encontra imagens na internet comparando as artistas, e há quem as defendesse por muito tempo, até que no video “t” (que veremos mais pra frente) se provasse de vez (ou para alguns, parcialmente) quem era a artista por trás de tudo aquilo.

Aos fãs, vulgo até aqui investigadores, os preludes que acompanhavam o inicio do projeto eram um tipo de codigo, e encontraram palavras como "Mandrágora Oficinarum" "Welcome Home" em nomes ou sequencias de videos da artista, e aí viram que algo maior ainda estava por vir.

Prelude 2 - Prelude 3 - Prelude 4 - Prelude 5 - Prelude 6

O video "b" marca o inicio de uma nova fase, a qual muitos chamam de "BOUNTY". Nele, uma mulher toda embrulhada em algo parecido com fita adesiva e de olhos intensamente azuis tocava um piano e fazia todos na sala terem momentos de séria desordem emocional e fisica, como um loucura momentanea. Era a voz da mandrágora. Assim como no video a musica é bem intensa pra quem ouve, fazendo até se sentir no local. Esse video foi responsavel por muitas comparações com artistas, por ser onde a vocalista do projeto aparecia mais, embora só se pudesse ver os olhos e os cabelos loiros, agora não mais com a pele preta como carvão e olhos enormes.

Após "b" é postado o video "o", agora com uma melodia um pouco mais pop, embora pouquissimo. A letra que falava sobre amor, e a melodia dançante não era nem de longe algo que já tivesse sido ouvido por alguém. O video "u-1" foi um dos mais breves, a musica a capella marcava uma previa de "u-2", que neste pela primeira vez não se via a vocalista, apenas um homem de cueca que corria intensamente atrás de uma garrafa d'agua a qual não conseguia tocar por que a musica o fazia dançar descontroladamente, e não era só ele, é bem dificil manter-se parado ao som dessa musica, pobre de letra (apenas com “you can't be mine” repetido varias vezes) mas rica em sua melodia.

Um tipo de valsa eletronica formava "n", era de melodia impar, como todos os outros, porém pra mim é a melhor musica da fase. O video foi bem produzido, com maior destaque na cantora, com decorações em seu próprio corpo (uma espécie de body art) e após isso um tipo de labirinto (o qual é citado na musica) que não levava a nada, onde em muitas partes quem parecia andar entre as paredes cobertas de papel branco era o próprio espectador. Uma criança talvez, ainda sem ciencia do que se passava em tudo aqui, porém impressionado com o que podia acompanhar.

O video "t" pra muitos é o melhor desta fase do projeto, nele foi "revelada" a cantora que fazia parte do projeto. Quem conhecia logo notou que Jonna Lee era quem estava por trás de tudo, e então as especulações sobre outras cantoras diminuiram bruscamente. "t" possui uma sonoridade um tanto violenta em minha opiniao, é um eletronico pesado com uma letra suave e doce, a qual eu prefiro não dizer uma interpretação livre. Embora contagiante e belo, com uma das melhores fotografias já vistas em minha opiniao, "t", assim como "b" foi um dos videos que mais contruibuiram para o crescimento da popularidade do projeto, porém não bateu o sucesso de "y".

Em "y", notamos um numero enorme de visualizações comparados aos outros videos; mais de 7 milhões. Mas não foram acessos diretos de quem queria acompanhar o projeto: atalhos de navegadores ao digitar "y" em busca de "youtube" e outros meios levavam a pessoa à ele. Mas querendo ou não, "y" é uma das, se não a, melhor musica produzida nessa fase. O clipe mostra o quanto houve trabalho sobre aquilo e o quanto o projeto era levado a sério. Arvores embrulhadas com papel aluminio e paredes cobertas por inteiro com folhas de papel mostravam ainda mais que ali existia pura arte, musical e visual, para quem pudesse se interessar.

E é encerrada essa etapa do projeto, seguida de um show a céu aberto sem publico no local, porém transmitido ao vivo por um site, chamado "to whom it may concern", uma das mais geniais apresentações. É mostrado desde o momento da ida ao local da apresentação, numa madrugada, até o amanhecer que encerra esta com um café da manhã um tanto curioso.

Após tudo isso são lançado “;john”  e “clump”. “;john” chegou após 6 meses do lançamento do video que premeditava o “to whom it may concern (20101104)” o que rendeu uma boa esperança para os fãs do projeto, que viram que tudo não tinha terminado ali em “y”. Os video eram preludes de uma nova fase, que viria a impressionar ainda mais a todos que nunca puderam esperar nada de iamamiwhoami, por saber que sempre se surpreenderiam. A fase kin estava por vir.