Review: Dirty Computer (álbum e filme)

Janelle Monáe cria a obra de arte do ano com um álbum visual espetacular - e que desafia descrições.

Os 15 melhores álbuns de 2017

Drake, Lorde e Goldfrapp são apenas três dos artistas que chegaram arrasando na nossa lista.

Review: Me Chame Pelo Seu Nome

Luca Guadagnino cria o filme mais sensual (e importante) do ano.

Review: Lady Bird: A Hora de Voar

Mais uma obra-prima da roteirista mais talentosa da nossa década.

Review: Liga da Justiça

É verdade: o novo filme da DC seria melhor se não tivesse uma Warner (e um Joss Whedon) no caminho.

19 de mai. de 2012

Anos 90: re-criando moda.

por Bebé Ribeiro
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Olá, queridos e queridas do mundo fashion! Pelo que vocês perceberam, os colunistas de moda d’O Anagrama estão dentro de uma máquina do tempo fashion trazendo de volta a vocês o mundo fashion das décadas anteriores. O Gui trouxe o setentismo de volta, mostrando a influência hippie que tomou conta da década de 70, a qual é embalada por muita música, calças boca-de-sino, black power e muitas outras extravagâncias. Já a Gabis relatou a força total dos anos 80, destacando o exagero presente na época, em que doses de glitter e neon reinavam as famosas pistas das discotecas. E agora estou eu na missão de contar um pouco mais sobre o mundo fashion numa década em que vivi minha infância: os anos 90.

Confesso que quando recebi a "ordem" de escrever sobre o período torci o nariz e já pedi pra escrever sobre os anos 60, porém meu pedido não foi aceito (né Caio! hahaha). Mas durante a pesquisa de material pra escrever pra vocês, percebi que a idéia que tinha sobre a moda noventista (existe? se não, oi neologismo) era equivocada. Apesar de pouca criatividade, na época houve o mais importante: transformação. A década de 90 veio para provar que realmente há um ciclo que envolve a moda, e este se tornou mais forte a partir desse momento.

Até a metade da década de 90, o exagero oitentista ainda tomava conta. Jeans coloridos e as blusas segunda-pele invadiram as vitrines, e houve uma maior atenção à moda íntima, que criou peças para serem usadas à mostra, utilizando novos materiais, texturas e cores. Entretanto, no meio de todo esse boom de exageros há o minimalismo, com sua simplicidade e linhas retas, tendo como principais difusores Calvin Klein e Helmunt Lang, sempre explorando cores neutras, geometria no recorte das peças sempre com o lema "menos é mais".

Essa década respira o estilo Grunge, diretamente de Seattle. Kurt Cobain é considerado o grande mentor do movimento, o qual em pouco tempo ganhou força total. O Nirvana é a banda de maior exemplo, mas acabou logo em 1994 após a morte do líder. Outras bandas do movimento que surgiram na época foram Pearl Jam, Alice In Chains, Stone Temple Pilots e Soundgarden. O movimento também invadiu o guarda roupa dos jovens e de uma geração. As camisas xadrez de flanela (amo, eu e meu pai temos várias no guarda roupa), os jeans rasgados e os tênis all star viraram marca registrada desse momento fashion.

A época também foi marcada pela extrema valorização da marca, e apesar de ser menos chocante que a década anterior, foi uma época que deixou a desejar no quesito criatividade. Marcas como Levis, Gap, Banana Republic, New Balance e Ralph Lauren foram uniforme da maioria dos que não abriam mão de usar "roupas de grife”. Outros modismos da época que marcaram foi o moletom amarrado na cintura, usar bonés com a aba pra trás (EU USAVA AOS 3 ANOS DE IDADE, minha mãe sofreu com essa minha mania, rs) a Rollerblade Mania (quantas cicatrizes dessa época você ainda deve ter hein?).

Assim como o rock influenciou o movimento grunge a criar um próprio estilo de se vestir, o pop também tomou posição no quesito fashion. Duvido que você nunca usou nenhum modelito a lá Backstreet Boys ou então ficou dançando na frente do espelho com uma plataforma digna de uma spice girl. Agasalhos esportivos com um toque estilizado marcaram presença e deixaram de serem usados apenas em atividades físicas, mas também no cotidiano, sem contar no adeus à cintura alta, fazendo com que calças baixas e umbigos de fora fossem o novo must do momento.

Como pode se notar, a década de noventa não deixou a desejar pelo fato de reinventar modismos das décadas anteriores. Assim como criar, trazer algo novo utilizando algo que já foi criado é um desafio e tanto, principalmente a uma sociedade que estava constantemente mudando seus valores e estereótipos.

Este foi um resumão fashion sobre os 90’s, espero que tenham gostado desta pequena viagem ao passado. Dia 19 do próximo mês tem muito muito muito mais.Te espero aqui, hein? Não vá se esquecer, haha. Beijos.

Bebé Ribeiro escreve todo dia 19.

18 de mai. de 2012

A arte da litografia.

por iJunior
(TwitterTumblr)

Hoje irei apresentar para quem ainda não conhece uma forma de arte quase extinta, porém que foi muito usada no passado, a litografia. Lito (do grego “pedra”) é uma gravura, que envolve diversos processos complexos químicos e físicos em uma pedra, que será usada para produzir copias do que foi gravado nela, assim como um clichê. Atualmente a pedra usada não é tão fácil de ser encontrada e esse tipo de gravura já foi superado por vários outros ao longo do tempo.

Em 2012 fui a uma exposição no Caixa Cultural (Sé-SP), onde estavam expostas obras do artista Guilherme de Faria, e pude ver o próprio descrevendo suas obras, estas em que sempre se nota uma figura feminina. Ele as justifica dizendo que são sua Psiquê (a parte feminina de todos nós) ou a figura de sua mãe, mesmo com o nu, representado quase sempre de costas. O artista abusa da arte nos cabelos e consegue criar ótimas composições usando pouquíssimas cores, já que a litografia funciona como um carimbo.

Quem se interessar por este tipo de gravura pode pesquisar sobre, as informações são facilmente encontradas na internet, inclusive do processo de criação da pedra.

Algumas das obras do artista Guilherme de Faria:

 

 

 

 

 

 

 

IJunior escreve coluna de arte aos dias 17, e de opinião aos primeiros dias do mês.

17 de mai. de 2012

Você precisa conhecer: Dev.

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por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

Ok, eu sei que você já conhece a Dev. Mas acho que, ao mesmo tempo, poucos dos que passam os olhos por aqui realmente conhecem a música dessa americana de 22 anos nascida Devin Star Tailes, cheia de estilo (pela edição acima, aliás, deve-se crédito ao Tumblr do nosso colaborador iJunior) e, principalmente, de talento.

Joguemos primeiro as cartas que todo mundo já conhece: alçada à fama pelo Far East Movement, que sampleou a sua "Booty Bounce" no mega-hit "Like a G6", o sucesso da música, de cujo clipe Dev participa, deu a ela a plataforma para passar da mixtape …Is Hot para o primeiro álbum solo, intitulado The Night The Sun Came Up. Aí veio "In The Dark", de sucesso até considerável. O problema é que o resto, contrariando o ditado popular, não virou história.

“Dancing Shoes” é o caso mais gritante de canção que deveria ter sido grande, e não foi, no álbum da cantora. Toda a obra, aliás, é uma pequena pílula de sensibilidade pop. Dev passeia por estilos mantendo uma unidade muito forte, intercalando alguns momentos em que a melodia está a serviço de seu timbre doce com outros em que ocorre justamente o contrário: a voz de Dev se molda ao estilo e a produção brilhante do grupo The Cataracs.

Talvez tenha sido a longa pausa que a cantora precisou fazer no final do ano passado – ela deu a luz a primeira filha, Emilia Lovely, em Dezembro (“Dancing Shoes” data do início de Janeiro) –, mas nada que ela tenha lançado desde “In The Dark” colou. E não foi por falta de tentativa: teve o kitsch "In My Trunk", o glamouroso "Kiss My Lips" e até featuring com Enrique Iglesias, "Naked". Destaque, no entanto, para “Take Her From You”.

O Anagrama vem falando de Dev desde Agosto passado, e me permitam dizer que não é à toa. O álbum da cantora é uma das mais brilhantes obras pop do ano passado, e merece ser muito mais apreciado do que atualmente é. As intervenções de cordas, as batidas e criações atmosféricas das canções são, para dizer o mínimo, espetaculares.

Dia 23 de Maio próximo a MTV americana exibirá um especial focado na carreira da cantora e, especialmente, nos dificeis primeiros meses da filha da mesma, nascida com uma condição de saúde que exigiu uma série de cirurgias. O programa provavelmente não chegará para exibição no Brasil, infelizmente. Mas é mais um motivo para conhecer o trabalho dessa artista realmente excepcional.

16 de mai. de 2012

Review: A Norah Jones à flor da pele (sem perder a elegância) de Little Broken Hearts.

por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

A tradição dos break-up albums não é nova: transformar a queda de um relacionamento em obra musical fechada já não era ousadia quando o Fleetwood Mac talhou a obra-prima do “gênero”, o Rumours de 1977. "Go Your Own Way", do citado álbum, é provavelmente a canção que resume esse filão. Little Broken Hearts, o quinto projeto de estúdio de Norah Jones, lançado três anos depois do modesto (porém brilhante) The Fall e no ano que marca o aniversário de uma década do Come Away With Me, sua meteórica estreia musical, dá continuidade a essa tradição. Só não espere nada visceral demais.

Não há aqui a impulsividade à auto-penitência como no 21 de Adele (não espere nada parecido com "Take it All"), ou o levantamento de moral através da euforia como no MDNA de Madonna ("I Don't Give A" passa longe do que se ouve nesse álbum), e isso não é desprezar o mérito desses dois álbuns, ótimos exemplos recentes de projetos calcados em fins de relacionamento. Norah apenas não abre mão de fazer as coisas do seu jeito, e isso significa canções pensadas e repensadas, serenamente melódicas, conscientes das próprias intenções, de conteúdo lírico maduro que jamais cede ao instinto.

Mesmo cantando uma murder ballad como a sombria e grudenta “Miriam” Norah parece ter certeza do que está fazendo. Seu tom é ameaçador, mas mantem a serenidade e a “ausência” que caracteriza seu timbre enquanto entoa, quase docemente, versos como “eu vou sorrir quando tirar sua vida”. Essa é a canção que serve de sucessora para “Happy Pills”, com certeza a criação mais pop da carreira de Jones, com todos os seus ganchos e filtros de voz usados com sabedoria pelo produtor Danger Mouse (as camadas na voz de Jones são finalmente desconstruídas pelo trabalho de estúdio). É uma canção de auto-libertação bastante madura, e uma das criações pop mais certeiras do ano.

Estendida por todo o álbum, a parceria com Mouse, o homem que estava por trás do pop do Gnarls Barkley e de uma variedade de outros projetos únicos da música do nosso século, rende excelentes frutos. Com levada mais animada, “Say Goodbye” tem letra um tanto cínica (“Don’t you miss the good old days/When you let me misbehave?”, “It ain’t easy to stay in love if you can’t tell lies”), carregada por linha de baixo, toques de guitarra e órgão sibilante. Há algo de Lana Del Rey aqui, com Norah jogando o jogo da femme fatale, o que acaba caindo muito bem na qualidade um pouco blasé que sua voz sempre teve.

“Good Morning” é a faixa de abertura perfeita, simples em seus dois conjuntos de versos e refrão baseado na repetição do tom de soprano angelical de Norah na frase “I’m folding my hand”. O piano agudo e as delicadíssimas sessões de cordas a tornam uma faixa bastante atmosférica, como “She’s 22”, a balada mais simples do álbum e também uma das faixas mas belas dele. Norah discorre uma espécie de lamento quanto ao novo affair do ex-namorado, acompanhada de um riff de violão constante. Há mais ousadia em “Travellin’ On” com seu belíssimo violoncelo afinado com um tomo de devoção que é um repiro dos temas pesados do Little Broken Hearts, e na crescente “Take it Back”, começando com piano repetitivo e adicionando camadas até o climático pós-refrão.

O Little Broken Hearts é ao mesmo tempo uma demonstração clara do espírito Norah Jones de fazer música e um passeio musical ousado para a imagem e a carreira da mesma. Contido, maduro, expressando da forma mais pensada e equilibrada possível uma série de emoções que costumam vir, em forma de música, à flor da pele. Norah sempre se caracterizou por ser consciente, até demais, do que faz musical e liricamente, a um ponto que às vezes era capaz de esmagar a emoção das canções. Aqui, para a alegria tanto de quem já a sabia admirar assim quanto de quem esperava algo um pouco mais intenso, ficamos com uma Norah competente e elegante como sempre, mas exalando verdade como nunca.

*** (3,5/5)

… Little Broken Hearts
Lançamento: 27 de Abril de 2012.
Selo: Blue Note/EMI Records.
Produção: Danger Mouse.
Duração: 45m01s

__________________________________________

Notas (glossário):

Gancho (hook):
O gancho ou hook, na música pop, é definido por uma ideia melodica simples, um riff ou uma frase cantada, que é usada para chamar a atenção do ouvinte. Uma canção cheia de hooks é "Bad Romance", de Lady Gaga (o famoso “oh-oh-oh-oh-ooooh” e o ainda mais célebre “rah-rah-rah-ah-ah”).

15 de mai. de 2012

Anos 80, a época do exagero.

80s

por Gabis Paganotto
(TwitterTumblr)

Definir a moda dos anos oitenta é fácil. EXAGERO está estampado na cara da moda desta década.

As cores fortes e cítricas marcaram muito essa década, mas além disso a influência das ‘artes’ como ginástica (uso de calças leggin) e balé (polainas e collants) são bem visíveis nos looks que formaram uma década inteira de estampas divertidas.

Toda essa informação de cores e estampas veio baseada nos novos conceitos tecnológicos(surgimento do strech) e modernos que estavam em transição na época. E as peças com cara de “ginástica” surgiram para acompanhar o conceito da época de busca pelo corpo perfeito.

Os cortes de cabelo e suas respectivas cores, não escaparam tão fácil também dessa revolução estilística. Os cortes assimétricos, franjas, topetes e cabelos armados faziam a cara dos anos 80 mais divertida e louca quanto fosse possível.

Falar de moda nos anos 80 nos dá uma amplitude enorme de informações. E nem tudo foram roupas e acessórios nessa época.

Os anos oitenta tiveram grande influência musical de divas como Cindy Lauper e Madonna.

Elas fizeram a loucura nas pistas das antigas danceterias, com seus hits que alimentavam a vontade dos jovens de serem diferentes e viverem entre cores e modelos que colocassem á mostra a alegria e a vontade de viver que tinham.

Mas nem tudo foram cores extravagantes e dança nos anos oitenta, houve quem preferiu manter o classicismo. O que não deixou de lado a mania que estava no ar da década de chamar a atenção de algum modo. Quem preferiu o tradicionalismo pode ostentar seus looks e a si mesmo com muito ouro, carros luxuosos e roupas que transpareciam riqueza.

Esse lado dos anos oitenta ficou visível em seriados televisivos como Dallas (que terá um remake pela Wanner pra quem interessar).

Generalizando, os jovens e os classicistas dos anos oitenta, ficaram marcados como os extravagantes.

Espero que tenham gostado, e até mês que vem. Beijiinhos!

Gabis Paganotto escreve todo dia 15.

13 de mai. de 2012

E que haja luz… e houve o Light Painting.

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por Bete Watanabe
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O que é esse tal de Light Painting?

imageBem, é a arte de fotografar desenhando-se com uma lanterna, isqueiro, vela ou qualquer fonte de luz do gênero. O que é possível graças a captura da luz pelo obturador da câmera, que funciona como nossos olhos. Seu surgimento foi acidental, em 1914, quando Frank Gilbreth e sua esposa registraram trabalhadores em atividade, ajustando sua câmera para uma velocidade maior, a fim de se fazer um estudo sobre movimentos dos trabalhos manuais (foto acima). Após isso, em 1935, o fotógrafo Man Ray decidiu utilizar este recurso artisticamente, em sua série “Space Writing” (à esquerda). Atualmente, a técnica já é bem explorada, sendo utilizada em anúncios publicitários e também vídeos.

Agora um exemplo de minha autoria, feito com apenas dois minutos para se pensar em algo para minha coluna (já que estava atrasadíssima) e uma lanterna de chaveiro, aproveitando um momento de soneca da minha gata:

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Por quê conseguimos este efeito?

Antes de qualquer coisa, é importante entender que a fotografia nada mais é do que uma imagem registrando um fato ocorrido num certo período de tempo, que pode ser controlado pelo ajuste da velocidade do obturador. Quanto menor a velocidade, maior o tempo de exposição. Sendo assim, quando a velocidade é muito alta, obtém-se uma imagem “congelada” (nítida). Já quando o tempo é mais elevado, obtém-se uma imagem “arrastada”, mais ou menos como o metrô nesta foto:

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Como se faz?

O “L.P.” é uma técnica bem simples de se fazer. Você só precisará de um tripé, lanterna (ou isqueiro, vela, etc.), um ambiente escurecido, inspiração (o que me faltou um pouco) e, óbvio, uma câmera. E seguir estes passos:

1. Diminua a abertura do diafragma de sua câmera, deixando-o o mais fechado possível para que assim seja menor a entrada de luz, garantindo, também, um enfoque melhor para o desenho.

2. Ajuste a velocidade do obturador da sua câmera para que fique mais lenta (quanto menor a velocidade, maior o tempo de exposição, logo, você terá mais tempo para fazer seu desenho).

3. Posicione-a em cima do tripé, utilizando um cabo ou controle disparador (também serve o timer), para não tremer.

4. Foque direitinho a posição em que você deseja estar (lembrando que é bom usar uma roupa escura, assim não haverá reflexo e você não aparecerá na foto) e apague as luzes.

5. Tudo pronto, dispare sua câmera e seja rápido. Dependendo da câmera você pode ter até 15/30 segundos para fazer seu desenho com a lanterna. Lembrando que, para se fazer “quebras” ou “pausas” no desenho, basta apagar (ou tampar) sua lanterna e reacendê-la (destanpar) de novo para continuar.

Outros exemplos:

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Podemos também ver o Light Painting em videoclipes como, por exemplo, o de “Lovers in Japan” do Coldplay.

 

Bete Watanabe escreve todo dia 13.