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4 de jan. de 2013

Review: Person of Interest, 02x11 – 2PiR

“2πR” -- Finch (Michael Emerson, right) goes undercover at a high school as a substitute teacher to save a teen genius (Luke Kleintank, left) whose number has come up, on PERSON OF INTEREST, Thursday, Jan. 3 (9:00-10:00 PM ET/PT) on the CBS Television Network. Photo: Giovanni Rufino/Warner Bros. ©2012 Warner Bros. Television. All Rights Reserved.

por Caio Coletti
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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Vamos focar em uma questão importantíssima antes de qualquer coisa: Mr. Finch criou a internet como a conhecemos. Segundo a história colocada pelos escritores de “2PiR”, esse 11º episódio da segunda temporada de Person of Interest, a rede era antes conhecida como ARPANET, e foi invadida por um misterioso hacker que nunca foi capturado. Tal hacker, que descobrimos no final do episódio (I mean, alguém realmente se surpreendeu?) ser o próprio Mr. Finch, transformou a rede, então restrita a uma série de centros de pesquisa de universidades, no fórum livre que hoje conhecemos como internet. Pequeno detalhe: a ARPANET realmente existiu, entre 1969 e 1989, mas nenhum hacker precisou decriptá-la para que a rede fosse liberada.

Apesar de previsível, a “virada dos eventos” sutil no final do episódio, revelando mais esse detalhe do passado de Finch, mostra o quanto esse é um episódio essencial para o desenvolvimento do personagem. E o quanto também, aqui, somos lembrados do quanto essa série tem ótimos atores envolvidos nela. A trama começa de onde “Shadow Box” parou, antes do holiday break, no dia 13 de Dezembro último: Mr. Reese (Jim Caviezel) foi preso pelo Agente Snow (Michael Kelly), que estava em seu encalço desde a primeira temporada. Enquanto a Detetive Carter (Taraji P. Henson), convidada por Snow para se juntar ao FBI, tenta se esquivar para livrar Reese da prisão, Finch (Michael Emerson) é deixado sozinho na missão de seguir o último número emitido pela máquina. O da vez é Caleb Phipps (Luke Kleintank), um brilhante hacker que perdeu o irmão em um acidente terrível nos trilhos do metrô e agora esconde sua genialidade de todos. Seria ele a vítima ou o perpretador do crime futuro detectado pela máquina?

A ideia de colocar Finch disfarçado como um professor substituto na escola onde Caleb estuda é uma jogada de gênio do escritor Dan Dietz, em sua primeira incursão na série. Ele tece alguns bons insights sobre o personagem e dá a chance para Michal Emerson, um ator excepcional quando exigido da forma certa (sua facilidade verbal é absurda), brilhar em um belo monólogo perto do final. Taraji P. Henson também tem sua chance na incursão à la femme fatale em uma boate, e Kevin Chapman, constantemente subestimado pela própria série, se encontra em uma intensa troca de olhares com um colega de profissão envolvido no caso. Mérito também da familiaridade do diretor Richard J. Lewis, em seu quinto episódio de Person, conduzindo este com plena segurança.

Como um adorável episódio de transição (preciso admitir, esses capítulos, as vezes chamados de character episodes, são sempre meus favoritos), “2PiR” deixa uma série de expectativas para seu sucessor. “Prisioner’s Dilemma”, que virá no próximo dia 10, vai mostrar o que a série vai fazer a plotline em que Carter é ordenada por Snow a interrogar, fazendo uso de seu passado como torturadora na guerra do Iraque, o mesmo Mr. Reese que ela tem protegido por algum tempo. Por enquanto, “2PiR” é uma ótima incursão ao lado emocional de Person.

**** (4/5)

Próximo “Person of Interest”: 2x12 – Prisioner’s Dilemma (10/01)

Call Fringe Division!: Um guia completo para assistir o final da série de Olivia Dunham e cia.

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por Andreas Lieber
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“Imagine as impossibilidades.” Com um slogan desses, já dava pra perceber que Fringe ia ser uma daquelas séries que quebram a cuca dos fãs. E como quebrou! Durante suas cinco temporadas, muitos casos nos deixaram com o cabelo em pé, a pulga atrás da orelha e, às vezes, até com o coração quebrado. Desde a intrigante The X-Files a televisão americana não via uma trama de mistérios tão prodigiosa como a de Fringe, e os fãs, desamparados após o término dos casos de Scully e Mulder, encontraram em Olivia Dunham, Peter e Walter Bishop e Astrid Farnsworth, agentes do FBI comandados pelo capitão Broyles, personagens em quem depositar suas esperanças e seu fanatismo. Iniciada primeiramente com o básico esquema de “um-caso-por-semana”, a série se manteve nesse ritmo durante suas duas primeiras temporadas, dando lugar a uma trama mais complexa e envolvida intrinsecamente com a história de seus protagonistas da terceira em diante. Durante suas histórias, ficamos conhecendo os segredos cada vez mais obscuros que cercam as personagens e nos separam, humanos do Universo Primário, de nossas doppelgängers do Universo Secundário.

Quer saber mais sobre esses agentes e suas histórias? O Anagrama preparou uma matéria especial pra você que quer ficar por dentro da série e pronto para acompanhar o series finale, dia 18 agora.

Fringe? Mas que Fringe? É de comer?

Pera, não, Fringe não é uma comida (ainda)! É uma série americana, da rede FOX, criada por J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Robert Orci, que acompanha a rotina dos agentes da Fringe Division, uma repartição secreta do FBI (Federal Bureau of Investigation) com a missão de investigar eventos ligados a uma super área da tecnologia – em inglês usa-se o termo “fringe science”, algo como uma “ciência de borda” – e, por vezes, se depara com casos bizarros o suficiente para fazer qualquer um sair correndo sem olhar pra trás, incluindo outros universos!

fringe12Da direita pra esquerda: Capitao Broyles (Lace Reddick), Walter Bishop (John Noble), Nina Sharp (Blair Brown), Charlie Frances (Kirk Acevedo), Olivia Dunham (Anna Torv), John Scott (Mark Valley), Peter Bishop (Joshua Jackson), Astrid Farnsworth (Jasika Nicole).

Quem faz parte dessa Division do FBI?

◘ Olivia Dunham – interpretada por Anna Torv (The Secret Life of Us), Olivia é uma agente do FBI designada à investigação desses fenômenos bizarros que começam a acontecer por Boston, base da Fringe Division. Determinada e feroz, Olivia não mede esforços para desvendar o máximo possível de seus casos e, ao adentrarmos na série, a verdade sobre a infância da personagem nos é revelada: Olivia fazia parte de uma experiência chefiada por Walter Bishop e William Bell, onde recebia doses de Cortexiphan, uma droga nootrópica que a concedeu habilidades psíquicas.

◘ Peter Bishop – a vida de Peter Bishop, interpretado por Joshua Jackson (Dawson’s Creek), foi uma confusão das grandes! Filho de Walter, ele nasceu com uma doença genética e, apesar de todos os esforços de seu pai, veio a falecer no nosso universo. No Universo Secundário, no entanto, ele sobreviveu por mais algum tempo e Walter, descobrindo a cura, atravessou para o outro universo para tentar salvá-lo. Na confusão, ele acaba trazendo Peter para o nosso lado e criando-o como filho. Uma verdade dessas, no entanto, nunca fica a salvo por muito tempo.

◘ Doctor Walter Bishop – John Noble (All Saints) encarna o brilhante cientista Walter Bishop, especializado em fringe science e internado em um hospital psiquiátrico após acidente ocorrido com uma assistente em seu laboratório. Possuidor de grande inteligência, ele era parceiro de laboratório do soturno e igualmente genial William Bell, interpretado por Leonard Nimoy (saudação vulcaniana!); ao perceber que tinha ido longe demais, Walter retirou um pedaço de seu cérebro para impedi-lo de continuar algumas experiências. Resgatado do hospital por Olivia, ele se junta a equipe Fringe com um humor característico e muitas vezes desorientado, enquanto se reajusta ao mundo e tenta se reconciliar com o filho.

◘ Astrid Farnsworth – Astrid, Asteroid, Astro, Asterisk, Astringent, Astral, Asterix, Aspirin. Astrid podia muito bem ser apelida de “a mulher de mil nomes”. Tudo isso porque Walter insiste em esquecê-lo e chamá-la da primeira palavra que lhe vem à mente. Vivida por Jasika Nicole (She’s Out of my League), Astrid traz a série um elemento especial: o carinho que sente por Walter e a determinação em ajudar. Mas não se engane quanto a sua figura frágil, Astrid é agente do FBI e possui um QI altíssimo e diploma em linguística e ciência da computação, com especialidade em criptografia; ela fala cinco línguas e vira e mexe ela é a responsável por decifrar vários dos códigos com que a equipe se depara.

◘ Capitão Phillip Broyles – de personalidade forte e liderança nata, o capitão Broyles é vivido por Lace Reddick (The Wire), é um agente do Homeland Security que comanda a Fringe Division e os introduz aos casos que precisam ser investigados.

◘ Nina Sharp – Nina é a Chefe da Diretoria na Massive Dynamic, uma empresa de tecnologia de ponta e legado do falecido (ou será que não?!) William Bell, ex-parceiro de laboratório de Walter. É ela quem comanda e libera a maioria dos equipamentos necessários nas missões Fringe. É interpretada pela veterana Blair Brown (The Days and Nights of Molly Dodd)

◘ John Scott, Charlie Frances e Lincoln Lee – vividos respectivamente por Mark Valley, Kirk Acevedo e Seth Gabel, os três já fizeram parte da Fringe Division e foram parceiros de Olivia em períodos e temporadas distintos; todos acabaram saindo da equipe por um motivo ou outro (aquele leve, cof cof, eufemismo para /spoiler morte /endspoiler).

E os casos que eles enfrentam? São sinistros mesmo?


◘ Na sua primeira temporada, a Fringe Division enfrentou uma organização alemã, a ZFT (Zerstörung durch Fortschritte der Technologie ou, em português, Destruição Através do Melhoramento da Tecnologia) que era encabeçada pelo “cientista maluco” David Robert Jones. O objetivo desse grupo era se preparar para o fim do mundo (um evento que, ahem, perdeu o prazo de validade alguns dias atrás) e, para isso, eles criavam eventos fringe. Mas como assim? Pera, ninguém entendeu isso na primeira temporada também, foram vinte episódios de casos bizarros e misteriosos e nenhuma explicação!

 

◘ Segunda temporada significa que os roteiristas criaram vergonha na cara e nos deram algumas explicações. Os casos da primeira parte da série se tornaram claros quando entrou no foco principal da trama a existência de vários universos, inclusive um vizinho ao nosso em que a Terra é povoada por doppelgängers, cópias físicas fieis as nossas, que se diferiam quanto às escolhas tomadas por nós no dia-a-dia; por exemplo, se você virasse a esquerda em uma rua por aqui, você no outro universo viraria a direita. Com isso em mente, fica claro o fim do mundo aguardado pela ZFT: os dois mundos colidiriam e, para isso acontecer, eles estavam usando eventos fringe para romper a tênue linha entre os universos.

◘ Com toda a trama dos dois universos exposta, os fãs ganham uma terceira temporada em que os dois universos ganham um número de episódios equivalentes na série. Conhecemos o Walter do outro mundo, apelidado de Walternate, um amargo e vingativo (devido à perda de seu Peter) Secretário de Defesa dos Estados Unidos que comanda sua Fringe Division composta por uma Olivia ruiva, apelidada de Bolivia (sim!), uma Astrid com sintomas da síndrome de Asperger e um Broyles que possui, praticamente, as mesmas características do nosso universo. Nessa etapa de Fringe, a Olivia verdadeira fica presa no outro universo enquanto Bolivia se infiltra na nossa Fringe Division pra passar informações ao outro universo enquanto Walternate monta uma máquina que acelerará o colapso dos universos e funciona apenas com Peter. Como todo mocinho que preze, Peter tem uma visão dos universos colidindo ao entrar na máquina e decide utilizá-la para criar uma “ponte” entre os dois universos no season finale, parabéns pelo uso da diplomacia.

◘ Com isso temos o bang necessário para uma quarta temporada com um adicional intrigante: Peter simplesmente sumiu depois de usar a máquina e ninguém parece se lembrar dele. Isso mesmo, sem mocinho e par romântico para nossa Olivia (e Bolivia!). A quarta temporada é talvez uma das mais complicadas de se entender porque é praticamente um efeito borboleta. Quando Peter usa a máquina, é como se ele tivesse realmente morrido quando criança nos dois universos e, assim, deixasse de existir, o que altera o passado, mas estabiliza o presente e a ponte entre os dois universos. O problema é que Peter acaba aparecendo do nada e começa uma jornada intensa para voltar a sua própria linha do tempo, não percebendo que ele está nela. No meio dessa confusão toda, personagens antigos, como David Robert Junior, reaparecem para tentar mais uma vez criar um evento que colidirá os dois universos e acarretará o fim do mundo. Sorte que durante a temporada tivemos duas Fringe Divisions trabalhando juntas!

◘ Ok, com tanta história assim era de se esperar que os roteiristas não tivessem mais nada absurdo pra criar, mas quando é que roteiristas ficam sem coisas absurdas para se criar? Na quinta e última temporada da Fringe, somos levados a um futuro distópico aonde os Observers, o que a raça humana irá se transformar, aparentemente, domina e oprime o que restou da nossa civilização. Quando a raça humana evoluiu por completo e se transformou nesses carecas bizarros que viajam no tempo e, literalmente, existem “fora do tempo”, algo deu errado; sem explicações, eles invadiram nossa realidade e formaram um sistema totalitário que controla todos os humanos restantes. É para esse futuro que nossa equipe Fringe vai. Congelados em uma substância âmbar que protege quem está dentro dela das intempéries e ações do tempo, Olivia, Peter, Walter e Astrid tem a missão, nada fácil, de restaurar a raça humana atual no poder.

A série chega ao fim dia 18 de janeiro agora com um especial de duas horas e deixando pra trás uma porção de fãs desesperados (ahem!). Fringe marcou não apenas uma nova geração de investigação de fenômenos bizarros e de ficção cientifica avançada, a série reavivou um séquito de fãs sedentos por mais mistérios em que se agarrar e mostrou que, já que sabemos que “a verdade está lá fora”, estava muito na hora de irmos lá pegá-las.

Epa, pera! Ainda não acabou!

◘ Você sabia que Fringe usa uma linguagem chamada glifos para passar informações secretas aos fãs? A cada intervalo, uma tela preta pode ser vista levando um símbolo – uma folha com um triângulo, uma maçã com um feto no lugar das sementes, uma mão de seis dedos, um cavalo marinho, uma borboleta, um sapo com o símbolo do Phi nas costas, uma flor e um pouco de fumaça – com um ponto de luz ao lado; cada símbolo e ponto significava uma letra. O código foi quebrado por Julian Sanchez e a cada episódio tínhamos uma palavra que resumia o episódio. (Vocês podem ver as palavras aqui)

◘ Fringe é uma das séries em que a abertura mais mudou de acordo com os episódios, já tivemos: o clássico azul com palavras sobre a fringe science, um vermelho quando os episódios se passavam no Universo Secundário; em um episódio da terceira temporada, “Entrada”, a abertura teve uma mistura de azul e vermelho, mostrando que ambos os universos iam aparecer em medida igual. Em alguns episódios de flashback foi usada uma abertura em estilo vintage e retrô com um theme tone digno de jogos do Arcade e palavras como “computador pessoal” e “engenharia genética”. Na quarta temporada, uma abertura em cor âmbar tomou conta de quase todos os episódios e nessa última temporada a série assumiu créditos pretos com imagens de pessoas presas em um sistema totalitário, com palavras como “vontade própria” e “diversão” e “pensamento próprio”.

◘ A Astrid do Universo Secundário apresenta sintomas da síndrome de Asperger; isso foi homenagem à irmã de Jasika Nicola, que apresenta o distúrbio.

◘ Algumas coisas no outro universo são bem diferentes das nossas: a Estátua da Liberdade é feita de bronze e o ataque ao World Trade Center não aconteceu.

◘ Os Observers, os carecas bizarros em que evoluiremos, aparecem em todos os episódios da série, da primeira à quinta temporada. Você pode não os ver, mas eles estão sempre lá atravessando uma rua, saindo do elevador ou no background das cenas.

FRINGEGlyphsOs glyphs e os seus significados, de acordo com o fã Julian Sanchez.

Andreas Lieber escreve todos os dias 05 e 20.

3 de jan. de 2013

Ouça as três músicas de Leaving, o novo EP do Skrillex

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por Caio Coletti
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A trajetória de Sonny John Moore, de vocalista de uma banda de pós-hardcore até DJ superstar sob o pseudônimo Skrillex, passou por uma ascenção meteórica no ano passado. Embora seu primeiro lançamento de destaque, Scary Monsters and Nice Spirites, seja de 2010, foi em 2012 que a influência de seu trabalho no aprimoramento do dubstep se fez sentir no cenário pop. Agora, o moço lança seu sexto EP em três anos, Leaving, para mostrar que sabe lidar com outras vertentes da música eletrônica.

São três músicas no novo projeto (e nenhuma parceria entre elas), todas postadas no canal oficial do YouTube, usando de samples vocais e uma espécie de versão suavizada do som de sempre do moço.

“The Reason” ainda tem os sintetizadores sequenciais rápidos e a percussão imprevisível, mas pega leve nos baixos distorcidos, criando algo mais racionalmente dançante.

“Scary Bolly Dub” segue os passos de "Makke it Bun Dem", último single, e explora sons de ritmos latinos, enquanto Skrillex volta ao que sabe fazer melhor: o melhor dubstep que se pode ouvir por aí.

Com seu teclado idílico e pacote de cordas misturado com a batida eletrônica ambiente e os samples vocais, “Leaving” não faria feio em um álbum de Moby. O que, por si só, já a faz um (bem-vindo) estranho no ninho em um EP de Skrillex.

2 de jan. de 2013

Estamos na Fila: Dead Man Down, com Colin Farrell e Noomi Rapace

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por Caio Coletti
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Ao som de um cover de “Shine On You Crazy Diamond”, do Pink Floyd, Colin Farrell e Noomi Rapace estrelam o climático trailer de Dead Man Down, lançado ontem (dia 02). O vídeo, que beira os três minutos, revela a ambientação urbana e suja, não poupando o público da violência da trama, e a mistura de amor e vingança temperada pela abordagem crua, no limiar entre a frieza e a intensidade, do diretor.

Niels Arden Oplev é o responsável por Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, o original sueco, primeira adaptação da obra de Stieg Larrson (mais tarde refeita em Hollywood por David Fincher, com Rooney Mara no papel principal que foi de Rapace no filme sueco). O sucesso da adaptação de Oplev o levou para terras americanas com essa história de um capanga (Farrell) que se envolve com uma mulher (Mara) em busca de vingança contra o próprio patrão do moço, um mafioso interpretado por Terrence Howard.

Com roteiro de J.H. Wyman (A Mexicana) e elenco completo por Dominic Cooper (Mamma Mia!), Armand Assante (A Odisseia) e Isabelle Huppert (Amour), Dead Man Down chega aos cinemas dia 08 de Março.

1 de jan. de 2013

TV: Person of Interest, Apartment 23, Suburgatory e 30 Rock de volta

Season2Cast(Da dir. para a esq.) Michael Emerson, Kevin Chapman, Taraji P. Henson e Jim Caviezel na promo shoot da segunda temporada de Person of Interest

por Caio Coletti
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Person of Interest é o tipo de série que o espectador simplesmente sabe que vai vingar por algumas temporadas a fio. A fórmula da durabilidade é simples: nunca pare de surpreender, e nunca pare de explorar as possibilidades que sua premissa inicial lhe abre. Séries que se confinaram a um esquema e esqueceram de colocar adiante a jornada de seus personagens foram condenadas ou a uma curtíssima carreira (Eli Stone, alguém?), ou a uma busca moribunda por audiência e um final indigno (Heroes, alô!). Até aqui, meio caminho andado na segunda temporada, Person of Interest tem sido um dos melhores exemplos de como explorar e destrinchar não só os personagens, mas o universo em que eles são mantidos, e as formas de lidar com o tipo de trama exigido pela série.

Criada e em boa parte escrita por Jonathan Nolan (irmão menos famoso de Christopher, porém seu parceiro de roteiro de longa data, portanto igualmente responsável por Cavaleiro das Trevas, por exemplo), Person retorna da holiday season no próximo dia 03 com um episódio intitulado “2-Pi-R”, contando como décimo primeiro da temporada. O sneak peak liberado no último dia 28 de Dezembro revela que Mr. Reese (Jim Caviezel) está preso, deixando Mr. Finch (Michael Emerson) sozinho na missão de seguir as orientações da máquina que vê potenciais alvos de perigo através de acesso a todas as câmeras e dispositivos de áudio do mundo. O caso escolhido pela máquina dessa vez é a de um estudante hacker que, aparentemente, é um perigo contra si mesmo.

Don’t Trust The B---- in Apartment 23 é um dos achados cômicos de 2011. Para começar, qualquer série que tenha James Van Der Beek, o Dawson em pessoa, interpretando uma versão egocêntrica, mimada, derrotada e confusa de si mesmo merece sua atenção, mas as atrações não param por aí: a história trata de June Colburn (Dreama Walker), garota do interior que se muda para Nova York e vê seu sonho de trabalhar em Wall Street ruir quando a empresa pela qual fora contratada vai à falência. Ela vai ter que trocar seu apartamente perfeito por um dividido com Chloe (Krysten Ritter, talvez a grande performance cômica do ano). O problema é que a moça tem “morais de pirata”, uma língua afiada e nenhum escrúpulo. O fato de que tudo isso, no curso de uma temporada de 7 episódios e outros 7 até agora na segunda, se tornou um buddy show adorável que inclui as bem-vindas coadjuvâncias de Ray Ford (o assistente gay de James), Eric André (o colega de trabalho de June em uma cafeteria) e Liza Lapira (a vizinha obcecada por Chloe) mostra o quanto a série é digna de se acompanhar – e segue por um caminho pouco provável.

O retorno de June, Chloe, James e companhia acontece no próximo dia 06, com o oitavo episódio da temporada, intitulado “Paris…”. Numa estratégia inédita, a ABC vai exibir dois episódios por semana, logo, no dia 08, assistiremos ao nono episódio, “The Scarlet Neigh...”. A trama tem a reponsabilidade de seguir o anterior, “A Weekend in the Hamptons…”, no qual uma série de mudanças ocorreu com os personagens: June arrumou um emprego de verdade em Wall Street, James escreveu um livro e resolveu tomar a carreira em suas próprias mãos ao produzir e estrelar uma adaptação do mesmo, Mark está decidido a contar a June sobre seus sentimentos por ela.

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Já em Suburgatory, a estrela é o humor ácido (porém cada vez mais doce) de Jane Levy e sua Tessa Altman. A moça ruiva se muda com o pai, George (um simpático Jeremy Sisto), para um subúrbio de Nova York após viver a vida toda na metrópole.  A força da premissa e a abordagem tão irônica quanto carinhosa das idiossincrasias do lugar garantiram a Suburgatory uma boa base de fãs já na primeira temporada. Nessa segunda, a série vem se estabelecendo como uma das melhores comédias (e, surpreendentemente, também um dos melhores dramas) da televisão americana. A história de Tessa com sua mãe é tão afiadamente engraçada quanto é graciosamente tocante. Da mesma forma, o relacionamento de George com Dallas Royce (Cheryl Hines, minha pessoa preferida na televisão no momento, se me permitem), é uma storyline com a qual o programa tem lidado lindamente.

Como toda qualquer boa série de família, Suburgatory fechou os trabalhos em 2012 com um episódio de Natal. Em “Krampus”, Tessa ganha como presente, do pai, uma viagem com a mãe – ausente durante toda a vida da moça, e reaparecida recentemente – para um hotel luxuoso em Nova York. É claro que as coisas acabam, é claro, com a ruiva se dando conta que seu lugar, no Natal, é ao lado do homem que a criou, por mais que a mãe, intepretada por Malin Akerman (Antes Só que Mal Casado), esteja se mostrando uma pessoa decente. O retorno da série é no próximo dia 09, com o oitavo episódio da temporada, intitulado “Black Thai”.

A única velha conhecida da lista, 30 Rock está, caso o leitor não saiba, em sua temporada derradeira. A comédia criada e estrelada por Tina Fey deve seus longos sete anos no ar ao respeito imenso que a comediante tem no meio televisivo, porque os índices de audiência nunca realmente decolaram. Uma pena, porque se seguir amarrando as pontas dos personagens com a mesma habilidade com que vem fazendo até agora, 30 Rock como obra completa está no caminho para se tornar uma das melhores comédias já produzidas pela televisão. Nesse último ano, Liz Lemon já se casou (com Criss, interpretado por James Marsden, o Ciclope), assim como Jenna Maroney, interpretada pela brilhante Jane Krakowski, que se juntou com Paul, um fã que se veste como ela. No último capítulo antes do break, Jack (Alec Baldwin, que deve o ressurgimento de sua carreira a essa série) perdeu a mãe, Colleen, que o atormentava ano após ano na trama.

Entrando no nono episódio dessa sétima temporada, 30 Rock retorna no próximo dia 10, com o capítulo intitulado “Florida”. Pelo menos mais dois depois dessa reestreia já estão agendados, e é possível que a série continue até fechar com 23 episódios essa última temporada, tamanho padrão de todas as anteriores. O TGS vai deixar saudades.

Conhecendo a equipe #5: Momentos que marcaram 2012

2012Não, pera…

2012, o ano em que o mundo (não) acabou. E sim, você vai ler essa piada em todas as espécies de retrospectivas, textos reflexivos e pequenas coleções de pérolas desse ano. A nossa em especial tem objetivo duplo: você que vem acompanhando o Conhecendo a Equipe desde o começo sabe que a coluna tem o objetivo de fazer todos os nossos colunistas e colabroades responderem a mesma pergunta, pra vocês conhecerem os gostos, pensamentos e interesses de cada um deles. Como é fim de ano, a gente resolveu fazer algo especial.

Esse mês, cada um dos membros da equipe vai escolher não um, mas TRÊS momentos que marcaram seu ano, e vai relacionar cada um deles a algum objeto de observação do nosso blog: um filme, uma música, um artista, um acontecimento, uma tendência, e por aí vai. Nossa retrospectiva é tanto pessoal quanto universal, então. E ela começa já:

por Caio Coletti – editor

“I am here, and I’m looking at him, and he is so beautiful”. Há quem diga que os opostos se atraem (e há quem diga que o Caio sabe começar um texto sem um clichê, mas eu acho que são apenas boatos), mas às vezes eu acho que é preciso apreciar-se um pouco mais o quanto as semelhanças são capazes de encantar. É como conhecer, como eu conheci esse ano, a pessoa que entende quando você faz uma piada com uma referência da qual ninguém ri. A pessoa que não pergunta o que sua tatuagem significa, porque já sabe. A pessoa que, entre todas essas bocas-de-metralhadora que a nossa geração se tornou, sabe apreciar o quanto o silêncio entre duas pessoas pode ser cheio de significado, especialmente o fato de ele não ser constrangedor, e sim saboroso. A pessoa que entende o que você quer dizer quando você diz que “as músicas de tal álbum não soam como se tivessem a alma de tal cantora”. Quando você achar a pessoa que entende cada peculiaridadezinha sua, como essas que eu citei, não deixe ela ir embora. Com ela, vocês serão infinitos. Eu o achei esse ano, e não planejo soltar. (Je t’aime, mon amour)

Eu tive muita sorte esse ano, essa é a verdade. Além de conseguir manter os melhores entre os amigos lindos que eu tinha, eu encontrei uma penca de pessoas que me fazem tão bem quanto eles, em um lugar que poderia não ter sido o melhor do meu ano. Graças a eles, foi. Três horas por dia, cinco dias por semana (sem contar os badalos intemináveis e as manhãs pós-Kitnet, nas quais rolaram de deitar na BR até comer a coxinha salvadora do quiosque antes do ponto de ônibus), eles foram minha salvação. Cada um a sua maneira, claro. Duas moças sem as quais minha vida seria uma droga (espero que peguem a referência aqui, coisas lindas), minha escorpiana preferida, a moça cujo apelido inclui um “+RMC” (entenda quem puder!), os moços da turma de amigos mais convencional e nem um pouco colorida do mundo. Eu não me dei bem com todo mundo o ano inteiro (quem não foi citado aqui, sinta-se amado também, por favor, é falta de espaço), mas acho que a gente precisa concordar que valeu a pena, né, gente? E que vai valer por mais alguns anos, na faculdade e depois dela. Amo vocês. Vocês não são mães (nem pais) de santo, mas entendem os búzios do meu coração.

Há uma tendência de considerar todos os anos, nos últimos meses e ao olhar para trás, como “anos de mudança”. Eu odeio bater nessa tecla extremamente clichê já no primeiro top 3 desse post, mas 2012 foi para mim o verdadeiro ano de mudança. Eu não digo mudança física, embora ela também tenha acontecido muito palpavelmente: os dois momentos escolhidos anteriormente são prova disso, e muitos outros também. Mas a mudança da qual realmente falo aqui é a mudança de mim para mim mesmo. Equanto o tempo e o espaço se estreitavam em rotina (e quebras dela) no meu ano, eu me expandi. “sever”, primeiro da série de singles do kin do iamamowhoami, é uma representação metafórica de como isso aconteceu: em sua “dança” com o monstro, Jonna Lee parece nos dizer que devemos também tomar os nossos pessoais pelo braço e girar com eles pela sala de estar (ou pelo mundo). É preciso dar-se espaço para ser o que se é. É preciso deixar a reltutância de lado e se permitir o quanto você acha que é seu limite se permitir. Esse ano, não estreitei minhas fronteiras. Alarguei-as.

por Andreas Lieber – veja os textos dele aqui

A persistência de Elizabeth e Mr. Darcy, a fofura de Jane e Mr. Bingley, a magia de Harry e Gina e Ron e Hermione, a garra de Tristão e Isolda, a classe de Spencer Tracy e Katherine Hepburn, o existencialismo de Sartre e Simone de Beauvoir, a musicalidade de Jónsi e Alex Somers, a eternidade de Edward e Bella. Nem todos os grandes romances do mundo juntos poderiam descrever o que o meu me faz sentir. Eu não encontrei apenas o amor; encontrei uma vida toda, um mundo, minha salvação, minhas razões pra continuar, a perfeição e... bem, tudo. (Hashtag desse tópico: #o #amor #te #deixa #cafona)

Só quem já ficou um ano inteiro sem amigos, literalmente, pode entender a alegria extasiante de poder finalmente encontrar alguns. Mais extasiante ainda foi mantê-los. Acho que nada melhor do que Lana Del Rey pra explicar o ano que eu tive em termos de amizade: várias festas baseadas em “Born to Die”, dancinha particular pelos corredores com “Without You” (Hello, hello? *finge que tá no telefone* C-can you hear me? *faz dancinha sexy* I can be your china doll *puxa os olhos*, if you wanna see me fall *finge que cai*), encenação de “Blue Jeans” na piscina e até dei uma de tigre em “Born to Die”. Meus amigos não ajudaram a salvar apenas meu ano, eles ajudaram a me salvar também.

Depois do ano infernal sem amigos e fazendo algo que eu não queria, finalmente resolvi “colocar os pingos nos is” e fazer o que eu sabia ser certo, independentemente da confusão que isso causaria. Disse que tinha trancado a faculdade, mas na verdade não fiz nem rematrícula e fiquei um ano estudando para o que eu realmente quero (e espero que passe haha). Além disso, resolvi realmente de quem eu precisava que continuasse na minha vida e cortei relações que me faziam mal; descobri que o inferno realmente é os outros. Como Emilie canta em “Misery Loves Company”: “Misery loves company and company loves more, more loves anybody else. But hell is others.”

por Marlon Rosa – veja os textos dele aqui

E não é que meu samba começou uma semana antes do carnaval? Logo no início de fevereiro, mais exatamente no dia 13 de fevereiro, fui indicado pra uma vaga de estágio como assistente de arte para redes sociais em uma agência de Campinas. Na época, ainda estava no meu emprego antigo, não muito feliz por estar um pouco fora da área de atuação que queria desempenhar, porém, foi através de algumas pessoas que conheci nesse primeiro emprego, que eu consegui chegar onde estou agora. Atualmente, não consigo pensar em outro lugar pra se trabalhar, costumo dizer que hoje eu não tenho colegas de trabalho, mas sim amigos de trabalho.

Você não percebe que cresceu quando pelos começam a crescer por toda parte do seu corpo, você não percebe que é grande quando toma o primeiro porre em alguma festa da faculdade; você só percebe o quanto já é adulto, quando termina de apresentar o TCC, desce do palco e depois das palmas, é parabenizado por todos e se lembra de tudo o que passou para chegar até ali. Concluir meu curso de Publicidade e Propaganda com um trabalho sobre os 50 anos da personagem Mônica é de um simbolismo ímpar, que acredito que só eu consiga entender, mas ver que 4 anos de vida, trabalhos, provas, brigas e estresse se materializaram através de 6 mãos e um trabalho de 430 páginas é de uma importância ainda maior. No meu ponto de vista, as pessoas nunca param de crescer, mas elas com certeza pulam uns 30 anos (mentais) depois de concluir a faculdade.

Esse tópico do meu TOP 3 não aconteceu em 2012, ele começou lááá em 2011, quando eu conheci uma pessoa muito especial. "Mas Marlon, o TOP 3 não é o de 2012? O que tem a ver falar de algo que aconteceu lá em 2011?". Bom, eu explico! Foi através dessa pessoa que eu conheci todos os meus amigos deste ano, e se me permitem dizer, são os melhores amigos que eu poderia escolher. Aliás, ainda bem que não foi exatamente eu quem os escolhi, se o tivesse feito, provavelmente não teria me saído tão bem quanto ela. Então, a primeira fileira da minha lista, está reservada para todos os meus amigos, em especial à Raissa Garcia, que já é mais do que minha amiga, é minha irmã. E que venham mais festas, mais estrelinhas viradas no meio da rua, mais charutos de entidade e camas quebradas!

por GuiAndroid – veja os textos dele aqui

No começo do ano, Março ou foi Abril? Não me lembro bem. Eu conheci uma pessoa muito especial, Daniele, ou Dani, Lana, ou Kowalski e essa pessoa veio a se tornar minha melhor amiga em 2012. Vale a pena contar como nós nos conhecemos; bom eu já fazia técnico de Comunicação Visual desde Fevereiro, então a garota estilosa e primorosamente maquiada que também entrou na minha sala do ensino médio também entrou na minha sala do técnico, não vou dizer que nos afeiçoamos logo de cara, só posso dizer que não houve muito contato. Num belo dia, nós tínhamos que levar uma foto de algum rosto para a aula, não lembro bem a atividade, eis que a Dani levou uma foto da Lana Del Rey, da qual #SouFã e o surto se instalou quando eu percebi que ela gostava e ela percebeu que eu também gostava de Lana, nos tornamos amigos desde então, melhores amigos. Devido a minha incapacidade de guardar nomes, sempre que me esquecia do nome dela – que é muito difícil – eu a chamava de Lana e o apelido pegou tanto que dura até hoje.

inha mãe e eu saímos em um sábado para tomar café da manhã e almoçar fora, como fazemos sempre. Fomos almoçar em um tradicional restaurante daqui de Leme ~onde estou exilado há um ano~ então de repente, por demais simplesmente o garçom surge e me diz "O que vai querer Lonely Boy?". Sim, eu estava sozinho esperando minha mãe voltar não sei de onde. Só sei que desde então meu pseudônimo praticamente se tornou Dan Humphrey da série Gossip Girl #RIPGG. Comentários a parte, nunca fiquei tão "what the fuck" desde aquele dia. É não é um momento que faça muita diferença na minha vida, mas eu achei legal citar por causa da ligação com GG.

Acho que todos nós cometemos erros mas são erros que são fundamentais para o nosso crescimento e amadurecimento. Esse ano eu cometi vários, um deles e o maior, foi ter me apaixonado e ter me ferrado, de novo para variar. Independente desse meu ato de fraqueza, eu relaciono esse "momento" que é mais um "acontecimento", com a música “Lucky Ones” da Lana Del Rey, é uma canção esperançosa, mas que eu confesso ter deixado de gostar desde então.