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8 de ago. de 2012

O Two Door Cinema Club e o mundo dos sonhos em “Sleep Alone”.

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por Caio Coletti
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Saiu hoje (dia 08) o videoclipe para o primeiro single do novo álbum do Two Door Cinema Club. “Sleep Alone” é a canção escolhida para preceder o Beacon, cujo lançamento está marcado para 4 de Setembro, mas que já está disponível para download há algum tempo. No novo vídeo, dirigido pelo coletivo francês ABBCCD, a banda norte-irlandesa viaja pelo  mundo dos sonhos, com referências a Poltergeist e uma série de outros filmes e obras.

A canção mostra a experimentação eletrônica que marca essa segunda aventura de estúdio da banda, ainda que as guitarras continuem a ser a força motriz do refrão grudento e a melodia carregue a marca que o Twoo Door registrou com o álbum de estreia, Tourist History. O início com os sintetizadores e a batida tecno mostra que a banda não tem medo de desbravar novas áreas e sabe se articular em outras expressões musicais.

O novo álbum tem produção por conta de Jacknife Lee, nome conhecido pelo trabalho com o R.E.M., o U2 e o Far, quinto álbum de Regina Spektor.

Você precisa conhecer: Jessie & The Toy Boys.

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por Caio Coletti
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“Uma grande canção, para mim, é aquela que fica na sua mente por muito tempo depois de você ouvi-la pela primeira vez. O que eu estou tentando realizar é música pegajosa, mas esperta. Parte disso é combinar elementos de diferentes gêneros de formas que o ouvinte pode não imaginar que funcionem juntos à primeira vista”. Com essas palavras, a americana Jessie Malakouti, que adotou em 2009 o nome Jessie & The Toy Boys (seus companheiros de “banda” são quatro manequins de loja), mostra que entende do jogo em que está tentando entrar.

O projeto lançou ontem (dia 07) o videoclipe para “On With My Bad Self”, uma deliciosa peça de trangressão de estereótipos que recompensa quem passar bem pelos visuais anos 50 (que estão na moda, diga-se de passagem) e a elaboração estética que lembra Gwen Stefani. É em torno dos 2 minutos passados de vídeo que Jessie mostra a que veio, enquanto a canção, um saboroso misto de synthpop e hip hop, dá um bom gostinho do que vai ser o primeiro álbum do Jessie & The Toy Boys, This is How Rumors Start, ainda sem data de estreia. No canal VEVO do grupo, no entanto, é possível assistir uma série em 5 capítulos fantasiando a ascenção de Jessie ao estrelato (veja os vídeos aqui).

“Push It” foi o primeiro single do Jessie & The Toy Boys. Lançado no começo do ano passado, a canção calcada no synthpop, com a participação do rapper Yelawolf e clipe que já apresentava a visão colorida e sutilmente trangressora de Jessie, abriu caminho para o primeiro EP do projeto, intitulado Show Me Your Tan Lines (“Mostre-me suas marcas de bronzeamento”, em tradução livre), que incluiu a ótima "Money Makes The Girl Go Round". Fora do EP, ainda foi lançado o single solto “Let’s Get Naughty”.  Mas não é de hoje que Jessie vem se infiltrando no cenário pop.

O primeiro passo de Malakouti no cenário musical foi o Shut Up Stella, trio que contava com Jessie e mais duas garotas, uma mistura de rock e hip hop que fez modesto sucesso entre 2006 e 2008 (ouça a ótima “On My Bed”). Com a separação de grupo, Malakouti engatou breve carreira com seu nome de batismo, cujo grande destaque foi "Trash Me", canção da qual Britney Spears virtualmente colou a harmonia e a estrutura de seu polêmico hit “If U Seek Amy”.

7 de ago. de 2012

Hit EnQuadrado: “Call Me Maybe”, Carly Rae Jepsen.

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Vértice 1: As Influências

O teen pop orienta fortemente a construção de “Call Me Maybe” como canção. A história do gênero começou nos anos 60, com nomes como Paul Anka ("Diana"), Ricky Nelson ("It's Up to You") e Frankie Avalon ("Venus") provendo uma visão voltada para os adolescentes da tendência musical da época, em uma mistura de folk, country e estrutura pop em canções românticas e de melodia bastante característica.

Após a revolução da contra-cultura nos anos 70, foi preciso pouco mais de uma década para a música orientada ao público jovem retornar às paradas. O grupo porto-riquenho Menudo ("Hold Me" e, claro, a clássica "Não se Reprima") só alcançou alguma relevância em torno de 1984, trazendo a ideia de misturar a marca inocente das canções de vinte anos antes com os sintetizadores, batidas eletrônicas e riffs de guitarra da nova era. Com a explosão do grupo, que enfileirou sucessos cantados em espanhol, inglês e até português (e, não vamos nos esquecer, foi o responsável por lançar Ricky Martin ao estrelato), surgiram uma série de outros artistas que aperfeiçoaram a fórmula: o New Kids on The Block dominou as paradas americanas com "Step By Step", e o Take That (berço de Robbie Williams) não parou mais depois do sucesso de "It Only Takes a Minute".

Outro marco do teen pop veio nos anos 90: o lançamento de "Wannabe", das Spice Girls, em 1996, dando fôlego para a projeção de artistas como os Backstreet Boys (a clássica é "Everybody") e o *NSYNC ("Bye Bye Bye"), que acabou fazendo o nome de Justin Timberlake. No século XXI, o estilo tem sido associado as crias do Disney Channel, ainda que as carreiras de nomes como Miley Cyrus, Selena Gomez, Demi Lovato, Jonas Brothers e Ashley Tisdale sigam caminhos distintos demais para serem classificadas em um único gênero. Talvez seja possível associar o trabalho inicial de Justin Bieber ("Baby" é distintamente teen pop) ao rótulo, e também a explosão do One Direction ("What Makes You Beautiful"), que faz canções mais similares àquelas dos anos 60 com roupagem moderna. De muitas formas, no entanto, “Call Me Maybe” é a canção de teen pop mais distintamente pensada e trabalhada para indicar algum futuro ao gênero em muito tempo.

Vértice 2: A Canção

Descrita por absolutamente todos os críticos como a canção que vai dar um novo significado ao termo “grudento” na música pop, “Call Me Maybe” tem uma estrutura de acordes sutilmente bem arranjada na forma como se adapta para o pré-refrão e, quando as já célebres linhas do refrão iniciam, volta a sequencia reconhecida, mesmo que inconscientemente, pelo ouvinte nos versos iniciais. Escrita em Sol maior, o segundo tom mais popular da música pop (depois do Dó maior), a música pouco passa dos três minutos de duração. E acredite, é o bastante para deixar o refrão na sua cabeça pelo resto da vida. Na primeira audição.

Vértice 3: A Artista

Apesar do EP Curiosity, para o qual “Call Me Maybe” serve de primeiro single, ser nomeado em todos os lugares possíveis como a estreia de Carly Rae Jepsen, a verdade é que a moça está na ativa desde 2007, quando foi projetada pela edição canadense do Idol. No final de 2008 ela lançou Tug of War, o primeiro álbum, de sabor bem mais acústico e canções que remetiam a John Mayer, com a marca de uma artista que prometia frutos interessantes no futuro (o primeiro single do álbum é a deliciosa versão de "Sunshine on My Shoulders", originalmente gravada por John Denver).

Jepsen deve a ascenção ao estrelato fora de terras canadenses à Justin Bieber, que a trouxe para a School Boy Records, gravadora comandada por seu agente, Scooter Braun. Trabalhando com compositores como John Ramsay (vocalista da sempre surpreendente banda Marianas Trench – ouça "Desperate Measures"), Jepsen misturou seu estilo a influências do dance para a construção do EP, mas ainda tem créditos de composição em todas as canções. O novo álbum, provavelmente intitulado Kiss, sai no ano que vem.

Vértice 4: O Impacto

A canção ganhou destaque nas paradas canadenses antes de encontrar sucesso no panteão americano. Em 11 de Fevereiro desse ano, “Call Me Maybe” alcançou, após 17 semanas de escalada, o topo do Canadian Hot 100, igualando a artista a Avril Lavigne, Nelly Furtado, Nikki Yanofsky e K’Naan como a quinta artista canadense a alcançar o topo das paradas em seu país.

Após o lançamento do videoclipe no início de Março e a intensa promoção por parte de Bieber e Selena Gomez nas redes sociais, “Call Me Maybe” entrou na Billboard Hot 100 em 14 de Abril, alcançando o #1 pouco mais de dois meses depois, tornando Jepsen a primeira artista canadense a alcançar tal feito desde Avril e “Girlfriend”, em 2007. Atualmente, a canção está em sua oitava semana no topo da parada, e já vendeu quase 4 milhões e meio de downloads apenas em solo americano.

5 de ago. de 2012

O caso da Dior.

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por Isabela Bez
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Pesquise John Galliano no Google. Na primeira página, o link para o vídeo tão comentado no mundo da moda está lá. Depois de quinze anos sendo o diretor criativo da Dior, o famoso designer foi demitido da maison. O motivo? No começo do ano passado, surgiu um vídeo na internet de Galliano fazendo comentários racistas a um casal num restaurante em Paris.

Até aí, todos nós já sabemos. Mas o inesperado (ou não tão esperado) aconteceu. Bom, ainda não, mas pode acontecer.

Em julho desse ano, Galliano e Anna Wintour (editora-chefe da Vogue norte-americana) foram flagrados em um restaurante, após o primeiro desfile da Dior sem o comando criativo de Galliano depois de quinze anos. Então, boatos surgiram. Boatos inevitáveis sobre uma possível volta do icônico designer a Dior.

Quando Galliano foi demitido, o público esperou meses e meses para finalmente ficar sabendo que seu cargo seria preenchido por Raf Simons, que deixou a marca Jil Sander para comandar criativamente a Dior.

Assim, depois de (novamente) muito tempo esperando, nós pudemos finalmente conferir a primeira coleção de Raf Simons como diretor criativo da Dior. E o resultado? Minimalista. O designer mostrou o outro lado da grife, um lado que não se via desde Christian Dior.

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Galliano foi sempre conhecido pela sua extravagância, e mantinha a grife no mesmo caminho. Já Simons teve a sua fama minimalista desde sempre. E foi assim também que ele comandou a mesma.

Alguns defensores de Galliano podem dizer que Raf Simons não fez um bom trabalho, e só tirou a grife dos trilhos. Mas a verdade é que ele fez um trabalho magnífico. Galliano gravou seu nome na Dior, mas Simons a trouxe de volta às suas raízes.

Dior nunca foi tão elegante, sofisticada e tão Dior quanto antes.

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Talvez Simons tenha tentado não correr nenhum risco, e se manteve fiel ao que Christian Dior ditava. E há pessoas que acreditam que ele deve se esquecer de Christian Dior e Galliano, e se render ao que sua imaginação diz. “Ele entende a modernidade. Ele está na posição única de finalmente conseguir modernizar a alta-costura e se libertar dos infinitos círculos ancestrais que giraram por tanto tempo. Mas ele não irá conseguir se perder seu tempo simplesmente colocando sua opinião sobre o que Christian Dior e Galliano pensam. Ele precisa olhar para seu coração e mente, se lembrar do que o faz único e esquecer tudo sobre o que a Dior é” comentou Colin McDowell.

Infelizmente (talvez não para você), é provável que Galliano volte. Sim, infelizmente, já que após quinze anos, uma mudança foi definitivamente boa para a maison. Mas, quando você comanda ridiculamente bem uma grife que é tão prestigiada no mundo inteiro, você consequentemente ganha muitos seguidores. E eles não irão desistir de você por um comentário que foi solto quando estava bêbado.

E o que seria da moda se ela não ouvisse o público?

Sim, os dois últimos anos foram muito turbulentos para a maison, mas a marca que carrega o nome de Christian Dior parece não se abalar.

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Isabela Bez escreve todos os dias 06 e 21.

2 de ago. de 2012

Norah Jones é a verdadeira femme fatale em “Miriam”.

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por Caio Coletti
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Estreou ontem (dia 01), com exclusividade para o site musical Spin, o videoclipe de “Miriam”, escolhido brilhantemente como segundo single do … Little Broken Hearts, quinto álbum de estúdio de Norah Jones, lançado em Abril último. O vídeo, dirigido por Philip Andelman (responsável pelo ótimo "Out of The Game", de Rufus Wainwright), mostra Norah em um pequeno barco, no meio de um lago, com os remos manchados de sangue.

O Spin se referiu a “Miriam” como “uma imagem dela que nunca esperaríamos ver”. Em seu review do … Little Broken Hearts, o site disse que se tratava do “segundo álbum essencial para entender a carreira de Jones”, o primeiro sendo sua estreia, Come Away With Me. De fato, a murder ballad nascida clássica de “Miriam” mostra que Norah está disposta a deixar algumas restrições para trás, a incorporar novas emoções a seu leque de composição, e a trabalhar a própria imagem de maneira diferente.

O álbum, em seus quatro meses de vendas até agora, caminha para atingir um milhão de cópias vendidas mundialmente, marca da qual o The Fall, de 2009, pouco conseguiu passar em seus já três anos de vendas.

1 de ago. de 2012

Ímpar, par.

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por iJunior
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Por que é tão dificil acreditar na individualidade das pessoas? E sim, é realmente dificil, e não digo só por mim, digo por você, digo por todos. Por todos que nunca se perguntaram sobre isso. Afinal, será que tudo tem, por obrigação, uma semelhança?

As pessoas sempre tiveram a necessidade de se sentir diferente das outras, pelo menos muitas delas sentem essa vontade, mas no final, o que faz com que isso seja tão importante?

Ao tentar se diferenciar, ter destaque, ser alguém com um próprio estilo, gosto ou desejos, muitas vezes você acaba se unindo a outras que pensam parecido, e no final acaba em um grupo, que já tira essa sua individualidade tão desejada. Mas no fundo todos gostam de estar em algo, em se sentirem semelhantes a outras pessoas diferentes, o que torna tudo um tanto contraditório. Mas isso é um tanto obvio, o fato é: por que isso é tão fundamental em nossas vidas?

Quantas vezes você já discutiu com alguém por uma comparação, as vezes boba, de um dos seus artistas preferidos? Quantas vezes já o compararam em voz, estilo, melodia? E no meio disso você já parou pra pensar no motivo da originalidade ser o maior ponto de medida em um artista atualmente? E o pior de tudo nem é isso, o pior é que nenhum deles conseguem essa originalidade vista pelos olhos de muitos.

Não estou atacando a comparação, acho ela fundamental para o desenvolvimento de tudo. Muito menos o exemplo. Mas sim como as pessoas procuram encaixar tudo a outros pontos, como se isso fosse altamente necessário.

Mas afinal, quem realmente é totalmente original hoje em dia? Ou um dia foi? Há que diga que astros como Madonna, Michael Jackson,  Marilyn Monroe, e artistas diversos, são os responsáveis pelo que existe hoje, ou ao menos pela inspiração, então, será mesmo que tudo simplesmente brotou deles sem uma inspiração anterior?

E no final nada disso vai importar. Comparar é algo natural humano. Mas a forma como isso é colocado na mesa é sua. Saber reconhecer semelhanças, boas e ruins, e ao mesmo tempo possuir um conceito ético e moral para tal julgamento é mais que humano. No fundo todos nós possuímos algo em comum com muita gente. E às vezes procuramos essa semelhança. Seja com um artista, um ídolo, um filósofo, um atleta, e etc, e esses são seus pais, seu(s) deus(es), seus ídolos e artistas preferidos, porque todos nós nascemos  do zero, e nos formamos graças a grandes influencias, mas isso nunca deveria ser visto como algo ruim, é belo como o ser humano é capaz de compartilhar a si mesmo, e na maioria das vezes de forma positiva.

Então evitemos o plágio, o ato e a acusação, julguemos antes cada um como unicos, pois por mais misturado que seja ou fortemente valorizado de características rebuscadas, todos somos únicos. Desde o DNA até a expressão, seja ela uma forma de arte ou um sorriso. Consideremos nossos heróis como bom exemplos a serem seguidos, e nunca vitimas de cópia. E saibamos apontar o que há de ruim em cada influência negativa, com intuito de apenas melhorar. Pois engrandecendo o bem feito de cada um, só ajudaremos este a crescer, e logo nos dar frutos mais "seus", porém nunca completamente originais. Pois nada se cria, tudo se transforma, e valorizar as minimas expressões e saber dar forças as mesmas será um grande empurrão para o surgimento de novos heróis, estes que, espero eu, nunca temam dizer quem foram as suas influencias.

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iJunior escreve todo dia 01.