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10 de jul. de 2012

O The Killers ataca de “Runaways” no primeiro single do novo álbum.

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por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

Vazou hoje (dia 10), apenas horas antes da liberação oficial nas rádios, a íntegra do primeiro single do novo álbum do The Killers, “Runaways”. A canção, que traz o rock de arena, a mistura de sintetizadores e guitarras, e a característica melódica antêmica própria da banda, precede o ainda sem data de estreia Battle Born, primeiro de inéditas da banda desde o Day & Age de 2009.

O novo álbum, cujo trailer foi lançado no YouTube no começo de Junho, vem depois de um hiato da banda graças a recepção crítica fria do Day & Age. Nos anos separados, o vocalista Brandon Flowers lançou um álbum solo, Flamingo, assim com o baixista Mark Stoermer e sua obra intitulada Another Life. Já o bateirista Ronnie Vannucci Jr assumiu os vocais no Big Talk, que lançou sua estreia auto-intitulada no ano passado.

Reunidos, eles trabalharam com os produtores Steve Lillywhite (Chris Cornell), Damian Taylor (Björk), Brendan O’Brien (Bruce Springsteen), Stuart Price (o responsável pelo Day & Age) e Daniel Lanois (U2) neste que vai ser o quarto álbum da banda. Veja abaixo o trailer de Battle Born.

9 de jul. de 2012

O “30 Minute Love Affair” atmosférico de Paloma Faith.

30 minute

por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

Paloma Faith lançou hoje (dia 09) videoclipe para o segundo single do seu álbum Fall to Grace, que veio a publico no dia 28 de Maio. Depois de “Picking Up The Pieces”, que veio a se tornar a canção mais bem sucedida da carreira da britânica, “30 Minute Love Affair” tem a responsabilidade de corresponder a expectativa. Escrita por Paloma e Chris Braide (Lana Del Rey, Pixie lott) e produzida por Nellee Hooper (Björk), a canção é uma das peças mais pop da carreira de Paloma, com ecos de Cyndi Lauper e um refrão grudento.

O videoclipe mostra a cantora discutindo com o namorado bonitão e se refugiando em uma teatral casa de dançarinos exóticos, assumindo o microfone para cantar o single. As cenas rápidas e os cortes acertados, junto com o cenário bem trabalhado e dramático, dão o tom e estabelecem a atmosfera para o “caso de amor de 30 minutos” de Paloma conforme a trama do vídeo vai se desenvolvendo.

O próximo single do Fall to Grace já está definido: "Just Be", que a cantora performou no Later with Jools Holland em Junho. O álbum se tornou, já na primeira semana de vendas, o mais bem-sucedido da carreira de Paloma.

8 de jul. de 2012

AV#8: As novidades que não podem passar em branco.

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Terceiro single do Master of My Make-Believe, lançado em Abril último, “The Keepers” ganhou vídeo em que Santigold interpreta a filha de uma família aparentemente perfeita, mas que mal se dá conta de que “sua casa está pegando fogo”, como ela canta no refrão. O estilo frenético da encenação e a boa interpretação da cantora (e de seus “familiares”) dão o tom de uma peça de arte pop rápida e certeira. E firma Santigold como uma das mais inteligentes e críticas artistas de nossa época.

Com álbum pronto para ser lançado (The Soul Sessions Volume 2, agendado para dia 31 próximo), Joss Stone liberou o lindamente produzido lyric video do segundo single, “The High Road”. A canção é cover do duo Broken Bells, formado pelo vocalista James Mercer (The Shins) e pelo produtor Danger Mouse (Gnarls Barkley), cujo álbum de estreia homônimo foi lançado em 2010, e talvez seja a única versão de uma faixa contemporânea a compor a tracklist – toda baseada em covers – do novo álbum de Stone.

Três anos passados desde o The Element of Freedom, e eu tenho certeza que estávamos todos com saudades de Alicia Keys. Ela está de volta, para a nossa alegria, com “New Day”, anunciado como o primeiro single de um novo álbum, o quinto da carreira da cantora, compositora e pianista americana, ainda sem data ou título revelados. A faixa é produzida, claro, pelo marido de Alicia, o gabaritado Swizz Beats, e ganha ares de hip hop, como uma reedição mais suave da nunca lançada (como deveria) “Put in a Love Song”, parceria com Beyoncé do álbum anterior.

Quase exatamente três meses depois do assustador "Vampire Smile", Kyla La Grange liberou mais um single para preceder seu álbum de estreia, o Ashes, com lançamento marcado para 30 de Julho próximo. “Walk Through Walls” abusa das guitarras e da voz única de Kyla, uma das artistas indie que mais vale a pena conhecer da nova safra. O clipe conta com um visual mais clean, mas não abre mão da peculiaridade do trabalho da cantora até hoje. Bom exemplo é "Been Better".

Notas de rodapé:

◘ O Coldplay, provavelmente insatisfeito com o pico de 20ª posição para o single “Princess of China” na Billboard, liberou uma versão acústica da canção que conta com vocais de Rihanna.

◘ John Mayer é um dos poucos artistas que tem cacife o bastante para, como um dos comentários do recente vídeo acústico de "Queen of California" brinca, “fazer um cover da própria canção”. O resultado é mesmo ótimo.

◘ B.o.B lançou clipe sem sal para a canção (que pode ser classificada da mesma forma) "Both of Us", parceria com Taylor Swift incluída no último álbum do rapper, Strange Clouds.

A TV agora é na Web.

Web Therapy banner

por Rubens Rodrigues
(Twitter)

Quem está acostumado como o jeito tradicional de fazer TV vai estranhar, mas a geração Y, ou a geração dos blogs, esta que nós estamos inseridos, gosta mesmo é de conhecer coisas novas. Nos últimos anos um formato diferente de produzir TV está chamando atenção dos grandes: a web série.

Já imaginou uma série de TV que, ao invés de passar um episódio de 40 minutos por semana sempre naquele mesmo horário, disponibiliza episódios com menos de 10 minutos online pra você ver quando e onde quiser? Isso já é realidade. Nomes conhecidos da TV americana como Jerry Seinfeld (o Seinfeld!), Kiefer Sutherland (24 Horas) e até o cineasta Bryan Singer (da trilogia X-Men) apostaram alto no formato.

O melhor exemplo para apresentar é o de Lisa Kudrow, que descobriu o sucesso na icônica Friends - considerada pela crítica como uma das melhores comédias já feitas. Em 2008, Kudrow lançou a web série Web Therapy, na qual interpreta Fiona Wallice, uma terapeuta nada profissional que grava suas sessões para postar na web. A ideia pegou, e depois de três temporadas online o projeto foi comprado pelo canal de TV a cabo Showtime, onde ganhou uma versão com episódios de meia-hora misturando o enredo já existente com cenas inéditas.

O interessante é que Web Therapy se mostrou uma produção competente, consolidando-se nas duas mídias. A série teve a participação de vários nomes conhecidos dos fãs de séries, como a ex-colega de Friends Courteney Cox, Jane Lynch (Glee), Alan Cumming (The Good Wife), Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld, Veep), além da diva do cinema Meryl Streep (A Dama de Ferro, Dúvida) e a cantora Natasha Bedingfield.

Não era de se espantar que o formato ganhasse novos títulos. Kiefer Sutherland, o eterno Jack Bauer, criou The Confession em 2011, definida como uma história de redenção que explora o bem e mal. No mesmo ano, o site Cambio.com em parceria com o Facebook, lançou Aim High, produzida por McG (The OC, Supernatural). A trama consiste em um adolescente que é agente secreto da CIA, mas o diferencial mesmo era outro. Assistindo a série pela rede social você poderia personalizar os episódios com informações do seu próprio perfil. Isso que é interação com o público!

Neste ano, dois projetos prometem chamar atenção. O primeiro deles é Comedians in Cars Getting Coffe, do genial Jerry Seinfeld, que terá outros grandes comediantes como convidados em um papo descontraído sobre o dia a dia. Você pode assistir o teaser trailer clicando aqui. O outro, mais ambicioso, é H+ The Digital Series, uma produção de Bryan Singer. H+ vai se passar em um ambiente pós-apocalíptico, onde um terço da população mundial morreu em consequência de um vírus misterioso. A série que terá um episódio inédito toda quarta-feira estreia hoje (08), e você pode acessar este canal no YouTube para assistir.

Além desses exemplos, séries de TV tradicionais já se arriscaram em produzir seus próprios “webisódios”. Quer saber quais? A Drop of True Blood, derivada da produção da HBO True Blood; Ghostfacers, a web série de Supernatural; e Torn Apart do hit The Walking Dead.

Jerry Seinfeld

Rubens Rodrigues escreve todo dia 08.

6 de jul. de 2012

Nelly Furtado com uma (linda) mensagem em “Spirit Indestructible”.

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por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

Depois de “Big Hoops (Bigger The Better)” não ter decolado mesmo nas paradas, Nelly Furtado mira em “Spirit Indestructible” para emplacar algum single antes do lançamento do seu quinto álbum de estúdio, homônimo, em 14 de Setembro. A cantora lançou ontem (dia 05) um lyric video diferente, que conta com a história real de Spencer West, o deficiente físico que escalou o Monte Kilimanjaro apenas com as mãos. Ao lado da bela letra, trata-se de uma peça realmente comovente.

Na descrição do vídeo no YouTube, Nelly explica: “Eu decidi mostrar a história do meu amigo Spencer West. Spencer acabou de concluir uma incrível escalada ao Monte Kilimanjaro para conscientizar sobre projetos de limpeza de água na África. Spencer é um verdadeiro herói que sabe como “redefinir o possível” todos os dias. Eu escrevi essa canção como um tributo para a humanidade, já que acredito que todos somos capazes de triunfar acima de qualquer obstáculo que a vida traga. O espírito indestrutível está em todos nós. Pessoas como Spencer tem provado isso a mim”.

A canção é produzida e escrita por Nelly em parceria com Darkchild, também responsável por “Big Hoops” e conhecido por trabalhos com Mary J. Blige, Jennifer Lopez, Kelly Clarkson, Beyoncé e Natasha Bedingfield.

5 de jul. de 2012

Review: Duas visões do “Fall to Grace” de Paloma Faith.

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O amor de ponta a ponta no “Fall to Grace” de Paloma Faith

por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

Em 2009, quando o Do You Want The Truth or Something Beautiful?, álbum de estreia de Paloma Faith, foi lançado, a britânica surpreendeu muita gente com a sua dramaticidade natural, traduzida em vocais que muitos poderiam considerar “exagerados”, mas que funcionavam perfeitamente quando revestidos pela produção teatral e pela incontestável personalidade própria de suas composições. Paloma era uma figura que transpirava verdade. E ainda transpira nesse Fall to Grace, segundo álbum que vem para provar que a cantora não é mágica de um truque só.

Ela se arrisca por novos caminhos aqui. “30 Minute Love Affair” é curta e impreterivelmente pop com seus sintetizadores graves que servem de marcação para a música, ecoando Cyndi Lauper por todos os lados. Paloma contem-se um pouco no vocal, algo sábio a se fazer quando a letra relata um “caso de amor de 30 minutos” com um estanho que nunca mais cruzou o caminho da cantora. Já em “Let Me Down Easy”, regravando um dos clássicos do soul e adicionando baixos sintetizados e guitarras de sabor moderno (algo como no Back to Black de Amy Winehouse, mas em menor escala), Paloma mostra que conhece as artimanhas do estilo. A primeira versão da canção foi registrada por Bettye LaVette em 1965.

Ela também ataca de disco queen em “Blood, Sweat & Tears”, desde a melodia que privilegia notas longas e sem variações até os sintetizadores rápidos que a acompanham.  “Just Be”, com seu refrão cantado em delicado registro agudo, é puramente o piano melódico com toques de blues e a voz de Paloma, mas isso não é pouco. A cantora é capaz de força e sutileza em só uma interpretação, nos transportando com a sua voz pelo agridoce de uma letra romântica e, ainda assim, realista (“there’s no one else in this world I’d rather be unhappy with”). Cordas e percussão carregam “Picking Up The Pieces”, um primeiro single perfeito e uma balada reminiscente do soul das girl groups dos anos 60, com seu refrão grudento e sua interpretação estourada.

A escorregada da vez é “Beauty of The End”, que além de parecer deslocada no contexto do álbum (a canção soa como uma sobra do Do You Want The Truth or Something Beautiful?), também é um pequeno descaminho melódico e interpretativo. O refrão não casa com os versos, apesar de possuir algumas boas ideias compositivas (“falling never hurts, but landing does”), e Paloma parece cantar tudo em alta voltagem, sem a nuance interpretativa que lhe é tão especial. Nuance essa que brilha em “Agony”,  crescente no início, que acaba desembocando em uma espécie de synth-rock pulsante que lembra algumas coisas do The Killers. A melodia é brilhante, e a interpretação de Paloma é de frieza impressionante ao entoar essa constatação de que amor e agonia são sentimentos de um mesmo pacote. E ela se entrega a isso: “no time to waste/ let’s fall from grace”.

Por fim, “Let Your Love Walk In” é uma pequena pérola de pura sutileza musical. Entre os pianos e corais do gospel, Paloma e o produtor Nelle Hopper (Björk, Madonna) inserem intervenções de sintetizadores e distroções de baixo que remetem ao dubstep. Nunca essa influência, em voga na música pop atual, foi usada de forma tão delicada. A interpretação de Paloma é igualmente dotada de nunances, e a canção é a que realmente fecha o ciclo da álbum. Aqui, depois de passear por todas as neuroses, vícios e decepções do amor, Paloma declara que, ainda assim, é capaz de “deixá-lo entrar”. O cerne do trabalho da cantora é usar a teatralidade em função não só de um álbum diverso, interessante e que prende a atenção, mas também de uma mensagem deliberadamente honesta. A maior qualidade do Fall to Grace, no final do dia, é, em meio a tanta variedade musical, ser marcado com a personalidade única de Paloma em cada melodia, letra e instrumental. Um trabalho tão particular que merece, definitivamente, ser celebrado.

***** (4,5/5)

Paloma Faith grita dores de amor em seu “Fall to Grace”

por Amanda Prates
(Twitter - Blog "I Enjoy, And You?")

A moça dos cabelos exóticos que surpreendeu o mundo com seu álbum de estreia, Do You Want the Truth or Something Beautiful? – chegando até a ser comparada, na época, a Amy Winehouse, por sua voz “diferente” e pela presença exagerada de soul em seu trabalho –, lançou no dia 28 de maio Fall to Grace, apresentado ao público pelo single “Pincking Up The Pieces”, que ganhou clipe dias após. A faixa, escrita por Faith ao lado de Wayne Hector (conhecido por seus trabalhos com Britney Spears e Cheryl Cole) e Tim Powell, é uma balada pop carregada de emoção e dimensões cinematográficas e expressa o sofrimento de uma mulher que luta para manter um relacionamento às sombras de uma ex-amante.

Diferentemente do primeiro álbum totalmente soul, o Fall to Grace traz o soft pop em maiores proporções, envolvente da primeira à última faixa. “30 Minute Love Affair”, possui uma batida um tanto anos 80 ou 90 e uma introdução que talvez possa ser comparada à Cyndi Lauper. Segundo a própria Paloma, essa faixa relata uma experiência real, quando em seus 14 anos, se envolveu num encontro com um homem em uma praça de Londres. “Eu perguntei se ele estaria lá no dia seguinte, ele disse que sim. Quando voltei, ele não estava e eu nunca o esqueci.”

“Black & Blue” foge um pouco do contexto das demais, já que tem as observações sociais da cantora, afirmadas quando canta “We’re just the same/ We all get desperate sometimes/ Feeling black and blue”. A faixa que se segue, “Just Be”, é a mais apaixonante (ousem duvidar).  Acompanhada apenas por um piano, Paloma envolve quem a ouve, e canta para os amantes modernos “Don’t say nothing/ Just sit nex to me/ Don’t say nothing shhh/ Just Be, Just Be...” . “Beauty of the End”, “When You’re Gone”, “Agony”  e “Streets of Glory” ressaltam dramaticamente a despedida de um amor. Em “Freedom”, Paloma sente as transformações que um amor intenso lhe causou.

Apesar de ainda se manter entre os 10 álbuns mais vendidos no Reino Unido, desde o seu lançamento, há quem diga que Paloma tenha errado nesse trabalho e não tenha conseguido alcançar o mesmo sucesso do seu último. A verdade é que a moça soube mais do que ninguém combinar tantos bons aspectos em um único álbum.

***** (4,5/5)

Fall to Grace
Lançamento: 28 de Maio de 2012.
Selo: RCA.
Produção: Nellee Hooper, Jake Gosling, Al Shux, David Arnold.
Duração: 44m57s.

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Notas (glossário):

Disco:
A disco music é um gênero de música pop que teve seu auge no final dos anos 70, tendo com ocaracterísticas os vocais produzidos com ecos, percussões de influência latina e o uso de instrumentos de sopro ao lado dos teclados e sintetizadores. A recentemente falecida Donna Summer é considerada uma das rainhas do gênero (vide "Bad Girls").

Dupstep:
Tendência absoluta no mundo da música eletrônica atualmente, o estilo surgido em Londres se caracteriza basicamente por grandes quebras de ritmo, padrões de bateria reverberantes e fortes linhas de baixo. O expoente mais destacado do estilo hoje é Skrillex (ouça "Equinox (First of The Year)"), mas o dubstep tem forte influência também no último hit de Rihanna, "Where Have You Been".